ESSA OBRA É UM DARK ROMANCE
No século XVIII, o majestoso reino de Virgyl testemunha o nascimento de Ophellia, uma bela e encantadora princesa.
Porém, sua vida é ameaçada pela invejosa Morgana, uma bruxa disfarçada que busca aproveitar os poderes de...
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"Que as noites foram feitas especialmente para dizer coisas que não podem ser ditas no dia seguinte." (do i wanna know)
A ESCURIDÃO ERA DENSA E OPRESSIVA, envolvendo o quarto em um manto de sombras. O único som audível era o suave sussurro do vento lá fora, antecipando a tempestade iminente.
De repente, o céu se iluminou com uma luz intensa acompanhado por um raio, como uma rachadura no céu, revelando por um breve momento o contorno dos objetos no quarto. Um relâmpago rasgou o céu, pintando as paredes escarlate com uma luz brilhante e efêmera que adentrara o quarto.
O trovão ressoou pelo ar, um rugido profundo e ameaçador que parecia sacudir. O som ecoava pelo quarto, criando uma sensação amedrontadora pelo quarto soturno. O som dos trovões reverbera pelas paredes, fazendo com que o ambiente vibrasse com cada onda sonora.
A forte chuva começou a bater contra a janela. Gotas de água escorriam pela vidraça, distorcendo a visão lá fora.
No breve clarão, revelou-se eu encolhida na cama, apertando as minhas próprias mãos no meu ouvido, assustada com tamanha força que colidia contra as janelas e o barulho estridente que forçava invadir os meus ouvidos.
Ao som de mais um trovão que roncou nos céus, estremeci abruptamente, e minhas mãos, que antes forçavam um escudo em meus ouvidos, agora agarrava os lençóis com firmeza, buscando desesperadamente algo para me segurar.
Eu travava uma batalha interna para conter as lágrimas que ameaçavam transbordar. O ambiente ao redor parece congelar, como se o tempo tivesse passado para dar espaço a essa luta silenciosa.
Meus lábios se apertam em uma linha firme, uma tentativa de sufocar qualquer som que pudesse escapar. O rosto, antes expressivo, transforma-se em uma máscara de determinação, enquanto eu tentava manter uma fachada de controle.
O bolo de choro se formava em minha garganta, crescendo a cada segundo que passava e que eu prendia. Ele queimava como fogo contido. A garganta parecendo apertar-se como se um nó estivesse sendo laçado em volta, tornando a respiração cada vez mais impossível.