ESSA OBRA É UM DARK ROMANCE
No século XVIII, o majestoso reino de Virgyl testemunha o nascimento de Ophellia, uma bela e encantadora princesa.
Porém, sua vida é ameaçada pela invejosa Morgana, uma bruxa disfarçada que busca aproveitar os poderes de...
Não se esqueçam que tudo o que ocorre no livro é FICTÍCIO.
Não se esqueçam de votar e comentar, isso me motiva demais! <3
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
"Corra, amor, corra
corra por sua vida,
eu vou arrancar o seu coração
ele sempre será meu."
RUNRUNRUN - Dutch Melrose
UMA NEBLINA SULFÚRICA PAIRA NO AR, enquanto criaturas grotescas se movem furtivamente pelas vielas, seus pares de olhos incandescentes brilhando na escuridão. O som distante de gemidos e murmúrios ecoa entre as construções sombrias, do tipo:
— Por favor, me soltem! Eu não fiz nada de errado, eu juro pelos céus! Estou aqui por engano! — Um homem de idade lamenta em desespero, sendo arrastado por meus soldados para o lago do fogo.
É patético demais quando você forjou ser um herdeiro perdido de um burguês de Virgyl. Avareza, um dos sete pecados capitais. Que coisa feia, Elias.
Agora jurar pelos céus? Isso é um crime inabalável aqui em Abissalia. Não têm céu, não têm à quem rezar de joelhos por esperanças de alguma migalha de graça divina, mas têm com quem implorar de joelhos por esperanças de que possamos acreditar nas mentiras que nos contam. E não acreditamos, é claro.
Aqui ou você paga ou paga. Não tem para onde correr ou para quem correr. Não temos a porra de piedade que tanto nos cobram. Não sentimos piedade. Apenas prazer por assistir quem deve sofrer sofrendo.
E bem Ophellia, você sofrerá. Como está sofrendo agora.
Ophellia arrancou a mulher que me pertence de mim. E agora eu vou arrancar Ophellia da vida da mulher que me pertence para que ela sofra as consequências da pior forma possível — e eu garanto que sofrimento e muito sacrifício será tirado dela.
— E aí, Pequena Lilith. Parece que você consegue se desvencilhar do seu trabalho de castigar os mortos, para punir os vivos. — Naraka chega ao meu lado, comentando.
Naraka me tirou dos devaneios, fazendo-me tirar os olhos das vielas ensanguentadas para que eu olhasse para ele.
— Ah, Naraka, dá uma trégua. Mas sabe, eu tenho meus próprios interesses. Esses seres vivos são tão divertidos de brincar. — Deixo um sorriso sacana bordar meus lábios.
Estou de braços cruzados, de frente para Naraka, um companheiro assim dizer. Sua pele é de um tom negro profundo, seu cabelo, raspado rente ao couro cabeludo, é negro como a noite. Contudo, seus olhos, de um azul penetrante, parecem destoar da tonalidade geral.