ESSA OBRA É UM DARK ROMANCE
No século XVIII, o majestoso reino de Virgyl testemunha o nascimento de Ophellia, uma bela e encantadora princesa.
Porém, sua vida é ameaçada pela invejosa Morgana, uma bruxa disfarçada que busca aproveitar os poderes de...
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─────────────────────── "Nós recebemos o que merecemos?"
Way Down We Go - KALEO
─────────────────────── -B A I L E D E M Á S C A R A S -
Uma entrada triunfal de uma rainha perdida e brutalmente sequestrada não poderia ser melhor do que um baile de máscaras acontecendo no salão de festividades do castelo, principalmente no glorioso castelo de Virgyl ─ onde está eternamente condenado à pessoas imundas e ambiciosas, mesmo que não pareça.
Certamente, esse aparecimento pode causar diferentes reações de todos os lados do salão, até as mais indesejadas reações pode acontecer. Mas uma reação será a mais esclarecedora para mim, a mesma reação que será encenada como em um teatro.
Meus pelos eriçam em sintonia. Eu deveria estar mantendo a calma, mas estou nervosa e ansiosa o suficiente para a reação dos meus amigos e da única pessoa que eu não imaginava o quão ruim era: meu pai.
Meu coração aparenta disparar dentro do peito, por pouco desejando sair pela boca.
Enquanto procuro um vestido decente e à altura para que eu não pareça uma plebeia tentando invadir o castelo de Virgyl, tento fugir dos meus desvaneios em meios ao caos que esse quarto minúsculo me traz.
Quando minha paciência já estava prestes a esgotar por completo, minhas mãos deslizam suavemente sobre um tecido de cetim. Com curiosidade, retiro-o do interior da bolsa e era um dos vestidos que Morgana havia me presenteado.
O vestido tinha um tom dourado, com um decote suave e manga ombro a ombro que caíam sobre os braços. O tecido parecia fino mas era extremamente pesado.
Dou um pequeno sorriso. Ele era perfeito.
─ Vai ser esse. ─ disse comigo mesma, satisfeita.
Deixo o roupão cair no chão e coloco o vestido com cuidado, sentindo o cetim deslizar pela minha pele como se me reconhecesse. Morgana sempre teve um gosto impecável - e uma intenção por trás de tudo que me dava. Talvez, de algum modo distorcido, ela já soubesse que esse seria o momento. Que eu voltaria. Que eu pisaria naquele castelo não como uma rainha medrosa, mas como uma presença inevitável.
A máscara veio logo em seguida, retirada do fundo da bolsa. Um adorno dourado trabalhado em pequenos detalhes de penas, discreto o suficiente para não esconder meu rosto, mas elegante o bastante para que ninguém acredite que estou ali por acaso.
A maquiagem não era pesada, com tons sutis e uma cor avermelhada natural nos lábios eram presentes no meu rosto.
A carruagem me espera do lado de fora, uma velha aliada de Oliver que não faz perguntas. O caminho é silencioso, mas meus pensamentos, não. Repasso rostos, falas, ausências. Repasso o som das correntes. Repasso as promessas que fiz a mim mesma.