ESSA OBRA É UM DARK ROMANCE
No século XVIII, o majestoso reino de Virgyl testemunha o nascimento de Ophellia, uma bela e encantadora princesa.
Porém, sua vida é ameaçada pela invejosa Morgana, uma bruxa disfarçada que busca aproveitar os poderes de...
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"Porque todas as estrelas estão desaparecendo, apenas tente não se preocupar, você as verá algum dia." (stop crying your heart out)
Despertei-me em um pulo, assustada com os gritos e batidas desesperadas e estrondosas na porta.
Esfreguei fortemente os meus olhos sonolentos e inchados devido aos choros da ida de Morgana, que me deixaram abalada de tal forma.
- Ophellia, pelo amor de Deus, abre essa porta! - Uma voz masculina berrava do lado de fora, batendo na porta com força, me alarmando.
A voz se deu conhecida por mim. Era o meu pai com a voz trêmula e abalada.
Corri depressa para a porta, a destrancando rapidamente, revelando o meu pai completamente assustado, com os olhos arregalados e aterrorizado. Ele tremia que não conseguia esconder o nervosismo presente em si.
- O que aconteceu, pai? Por que está gritando assim? - indaguei-lhe, preocupada com a sua situação.
- A-A sua mãe, filha! Ela... Ela... - embolava-se com as palavras, hesitante e com o corpo atordoado.
O que tem a mamãe?
- O que tem a mamãe, pai? Estou ficando preocupada, fala de uma vez! - Senti os meus ombros ficarem tensos com tamanha agitação e rodeios do meu pai.
- A sua mãe está... - Olhou para baixo, engolindo em seco e angustiado. - Morta. - completou.
O quê?
- Para com isso, pai. Ela está melhorando. Anda tendo pesadelos frequentes de novo? - Soltei um riso nasal, ironizando o seu sonho maluco.
O meu semblante divertido logo transformou-se em um sério e perturbado, quando vi uma gota d'água derramar de seus olhos marejados e brilhantes por tantas lágrimas encarceradas.
- N-Não, filha. Ela morreu mesmo, em minha frente. - afirmou, em meio às lágrimas.
O meu coração errou a batida, a minha pressão baixou.
- Não pode ser, pai. Ela estava melhorando, o senhor me disse, me prometeu que os médicos estavam cuidando o máximo possível e não tinha chances alguma dela acabar falecendo. - neguei todos os seus fatos apontados, o contradizendo. - Eu não estou gostando dessa brincadeira. - rejeitei.
- Filha... - me chamou, balançando a cabeça diversas vezes - Se não acredita em mim, tire as suas próprias provas.
Suspirei profundamente, ainda esperançosa que seja apenas um dos seus pesadelos frequentes depois de tudo que havia acontecido com a minha mãe.