XI | Campo Preto e Branco

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"Porque todas as estrelas estão desaparecendo,apenas tente não se preocupar,você as verá algum dia

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"Porque todas as estrelas estão desaparecendo,
apenas tente não se preocupar,
você as verá algum dia."
(stop crying your heart out)

Despertei-me em um pulo, assustada com os gritos e batidas desesperadas e estrondosas na porta.

Esfreguei fortemente os meus olhos sonolentos e inchados devido aos choros da ida de Morgana, que me deixaram abalada de tal forma.

- Ophellia, pelo amor de Deus, abre essa porta! - Uma voz masculina berrava do lado de fora, batendo na porta com força, me alarmando. 

A voz se deu conhecida por mim. Era o meu pai com a voz trêmula e abalada.

Corri depressa para a porta, a destrancando rapidamente, revelando o meu pai completamente assustado, com os olhos arregalados e aterrorizado. Ele tremia que não conseguia esconder o nervosismo presente em si.

- O que aconteceu, pai? Por que está gritando assim? - indaguei-lhe, preocupada com a sua situação.

- A-A sua mãe, filha! Ela... Ela... - embolava-se com as palavras, hesitante e com o corpo atordoado.

O que tem a mamãe?

- O que tem a mamãe, pai? Estou ficando preocupada, fala de uma vez! - Senti os meus ombros ficarem tensos com tamanha agitação e rodeios do meu pai.

- A sua mãe está... - Olhou para baixo, engolindo em seco e angustiado. - Morta. - completou.

O quê?

- Para com isso, pai. Ela está melhorando. Anda tendo pesadelos frequentes de novo? - Soltei um riso nasal, ironizando o seu sonho maluco. 

O meu semblante divertido logo transformou-se em um sério e perturbado, quando vi uma gota d'água derramar de seus olhos marejados e brilhantes por tantas lágrimas encarceradas.

- N-Não, filha. Ela morreu mesmo, em minha frente. - afirmou, em meio às lágrimas.

O meu coração errou a batida, a minha pressão baixou.

- Não pode ser, pai. Ela estava melhorando, o senhor me disse, me prometeu que os médicos estavam cuidando o máximo possível e não tinha chances alguma dela acabar falecendo. - neguei todos os seus fatos apontados, o contradizendo. - Eu não estou gostando dessa brincadeira. - rejeitei.

- Filha... - me chamou, balançando a cabeça diversas vezes - Se não acredita em mim, tire as suas próprias provas. 

Suspirei profundamente, ainda esperançosa que seja apenas um dos seus pesadelos frequentes depois de tudo que havia acontecido com a minha mãe.

Adelina Onde histórias criam vida. Descubra agora