ESSA OBRA É UM DARK ROMANCE
No século XVIII, o majestoso reino de Virgyl testemunha o nascimento de Ophellia, uma bela e encantadora princesa.
Porém, sua vida é ameaçada pela invejosa Morgana, uma bruxa disfarçada que busca aproveitar os poderes de...
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"Você tem o diabo em seus olhos." (devil eyes)
- Eu certamente não vou tomar isso. - neguei o copo com um líquido bizarro.
- Você não tem escolhas. - Rael novamente ergue a taça que carregava um líquido se assemelhando a um xixi ou alguma coisa horrenda do tipo.
Eu viro o rosto, negando completamente de novo ter que beber aquilo.
As pessoas sentadas no banco se entreolhavam e olhavam a cena curiosas, confusas com o que assistiam na plateia: A mais nova rainha negando e recusando a herança mais valiosa da família.
Eu não quero virar a porra de uma cobra, caralho!
- Você precisa de um poder, Morgana, é um renome da família. Ou você toma e possui as características de uma cobra, ou você não é uma Nesmithitka. - Rael ameaça, os seus olhos azuis assim como os do meu pai, que observava a coroação nos bancos de cima.
- Mas eu possuo o nome, para quê eu vou precisar dessas porra de cobra? - indago-lhe em cochichos raivosos, de maneira retórica.
- Morgana, pelos céus, fale um pouco mais baixo e tente ser o mais casual possível, os convidados estão olhando diretamente para você! - Rael arregalou os olhos, às suas costas rígidas para os outros, porém a sua frente constrangida com a vergonha que eu o fazia passar.
A incessante vontade de revirar os olhos diante das centenas de vampiros, bruxos e feiticeiros, cavaleiros e lobisomens assistindo a coroação teve uma certa imensidão, porém fui impedida por meu pai, que me fuzilava com o seu olhar sombrio e obscuro ao lado da sua mulher. A patética e filha da puta: Virgínia.
Eu nunca havia visto um casal tão sem química desse jeito.
- Você precisa de um poder caso alguma guerra seja travada, e bem, você veio resolver isso, aliás. Então, você precisa dos poderes. - Tensionou os ombros, estressado por ter que, mais uma vez, me convencer de tudo aquilo. - São absolutamente essenciais para intimidar os reis adversários. - explicou e deu um fim ao seu discurso, sucinto.