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Morena_

Eu: Vou lá em baixo rapidinho tá? _ digo no ouvido do Felipe me levantando do colo dele onde estava sentada.

FP: Tá querendo o que? _ pergunta alto por causa do som.

Eu: Respirar um pouco, aqui tá muito abafado _ me abaixo um pouco pra falar na sua orelha.

FP: Vou contigo, é perigoso tu ir sozinha _ se levanta da cadeira deixando o copo sobre a mesa que está repleta de bebidas de todos os tipos.

Eu: Não precisa, fica aí, eu peço a Bianca pra ir comigo _ ele demora um pouco mas assente e se senta outra vez.

Me aproximo da mesa onde a Bi tá montando outro copo pra ela.

Eu: Vamo ali comigo? _ falo próximo a sua orelha e ela me olha sobre o ombro sem parar de fazer sua bebida.

Bi: Onde?

Eu: Lá fora, preciso tomar um ar.

Bi: Ta passando mal? _ vira o corpo ficando de frente pra mim me fitando preocupada.

Eu: Não, me sentindo sufocada só _ respondo abanando a mão em frente o rosto.

Bi: Ta vamo, quero mesmo fazer um xixizinho _ passa o braço pelo meu e pega o copo já pronto _ O banheiro daqui tá podre, sem condições _ diz me puxando pra andar tomando cuidado pra não esbarrar em ninguém.

O camarote não tá lotado, mas também não tá vazio e a maioria de pessoas que tem aqui é as puta ou amantes que adoram se amostrar. Olho pra escada na minha frente vendo o segurança do outro lá parado parecendo uma estátua todo sério e não vejo ele que a poucos minutos atrás estava lá mas de repente sumiu. Deve ter saído e eu não vi, espero não cruzar com ele por aí, por que só o olhar já tava me dando medo imagina se ele se aproxima.

Seguro no corrimão improvisado da escada pondo o cabelo atrás da orelha olhando pra baixo prestando bastante atenção onde piso pra não correr o risco de cair.

Pego na mão da Bi outra vez e ela se põe na minha frente me fazendo segurar sua cintura pra não correr o risco de ninguém se bater em mim e machucar minha barriga. Meus nenéns estão bem calmos e não tão mechendo muito o que é até estranho por que são sempre muito agitados, mas talvez seja meu medo que deixou eles assim, já que dizem que tudo que a mãe sente os bebês também sentem.

Bianca para de andar e eu olho pra frente vendo um homem de braços cruzados e fuzil nas costas, com poucas tatuagens falando algo na orelha dela que ri e debocha de alguma coisa mas não consigo prestar atenção no que estão dizendo.

Cutuco a Bi que se vira me olhando e me aproximo pra falar no seu ouvido.

Eu: Vou te esperar lá fora, não demora _ falo alto e ela me responde fazendo um beleza com a mão.

Deixo ela lá com seja lá quem for aquele e vou saindo com baile com um pouco de dificuldade por estar muito cheio.

Quando finalmente consigo, paro pra respirar fundo e ponho meus cachos pra trás com bastante calor. Vejo uma BMW branca do outro lado da rua e me aproximo olhando no vidro aproveitando que é fumê e arrumando o meu batom.

Derrepente o vidro abaixa e eu me assusto, mas quando vi quem era o dono do carro perdi até o raciocínio. Meu azar é impressionante.

Falcão: Quanto tempo morena _diz com um sorriso de canto cheio de maldade que me deu até calafrios. Desceu seu olhar pra minha barriga e eu pus as mãos sentindo o medo me deixar cada segundo mais nervosa_ Família aumentando einh _ diz de forma debochada.

Eu: Falcão _ digo com a voz trêmula _ Não sabia que o carro era teu, foi mal _ digo me tremendo toda e viro as costas já começando a andar pra sair de perto dele o mais rápido possível.

MORENA Onde histórias criam vida. Descubra agora