O dia de Kabuto

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          Kabuto não acreditou em como o orfanato estava grande agora! Por fora estava pintado de amarelo claro, o que emprestava  um ar pacífico e calmo ao lugar. Por dentro, pintado de azul clarinho, apresentava  organização e limpeza impecáveis! Havia sala de jogos, biblioteca, um grande ateliê com vários materiais de artes e uma enfermaria bem equipada para primeiros socorros e atender os casos mais simples.

          O refeitório era bem grande, e possuía mesas e cadeiras de vários tamanhos, para se adequar à cada faixa etária. Kabuto ficou sabendo depois, que as próprias crianças participaram da organização de tudo. E teve que admitir que foi um trabalho muito bem feito. Observou tudo enquanto era encaminhado à sala da direção. E notou também que, em cada espaço, havia um adulto ou um adolescente mais velho para coordenar as coisas.

          Chegou ao seu destino, uma pequena sala em tons claros de salmão, que tinha em seu centro, uma mesa cheia de papéis. Lá se encontrava  Kurenai, debruçada sobre um documento. Ficara sabendo que ela se tornara a responsável ali, desde que sua filha Mirai, tinha poucos meses de vida. Ao notar sua presença, lhe sorriu simpática.

          - Bom dia, Kabuto. Sente-se, por favor! - falou apontando para a cadeira à sua frente

          - Bom dia! - falou o platinado, e sentou-se, sentindo-se ainda pouco à vontade

          - O Naruto falou muito bem de você! Disse que está confiante que você quer se redimir.  Saiba que vou fazer o mesmo. Não quero saber do seu passado. Todo mundo comete erros, ainda mais por amor, e eu sempre soube do seu amor pelo Orochimaru - Kabuto arregalou os olhos, surpreso com a última informação - Não estou aqui para julgar o que você fez ou deixou de fazer. Fique tranquilo. E já orientei todos aqui a esse respeito - falou, dando uma piscada conspiratória pra ele, o que o fez sentir-se mais à vontade

          - Obrigado, muito obrigado mesmo,  Kurenai - interrompeu com lágrimas brilhando sob os óculos. A morena ficou pouco à vontade com aquele agradecimento, pois acreditava plenamente estar fazendo o que devia ser feito. Todo mundo merece uma segunda chance, oras! Então, tentou mudar o foco da conversa com um pouco de humor:

           - Ah, não me agradeça ainda! - falou com um ar sapeca - Vou fazê-lo trabalhar muito!!! Estamos com muitas crianças e poucas pessoas para atendê-las. E, como não temos nenhum homem trabalhando aqui, então sua ajuda será muito bem vinda em pequenos reparos. Sabe que não podemos gastar muito dinheiro! Também não temos um ninja médico, e sempre que uma criança adoece, precisamos levá-la até o hospital. Então, no começo você provavelmente não terá uma função definida. Vai ajudar onde for preciso. Sei que também é capaz de fazer remédios, o que será muito útil

          -  É exatamente o que eu quero! Ajudar em tudo o que puder!

         - Muito bem, então. Vou te mostrar tudo e já te colocar pra trabalhar! - levantou-se e Kabuto a seguiu. Mostrou os quartos das crianças, o refeitório, a cozinha, as salas de jogos e de artes, a sala de estudos e os banheiros, além de um pequeno quarto bem arrumado. Ela contou que o dividia com Mirai, pois estava morando no orfanato por enquanto. Depois seguiram para a área externa. Lá havia um parquinho e uma quadra de areia cercada com alambrado, e diversas árvores frutíferas espalhadas. No canto do muro, havia um espaço de aproximadamente dez metros quadrados. Eles se aproximaram e ela explicou:

          - Aqui, tínhamos a ideia de fazer uma horta, mas nunca conseguimos executar. Pensei que você poderia começar seu trabalho aqui fazendo uns canteiros, plantando as ervas usadas para doenças infantis e também, com a ajuda das crianças, fazer uma horta. Assim poderia também ensiná-los a cultivar hortaliças. O que acha? - perguntou, cheia de expectativas

          - Seria ótimo - respondeu, tentando não decepcioná-la  - Mas hoje, gostaria de conhecer as crianças. Passar o dia com elas. Amanhã prometo que venho preparado pra começar a horta. Pode ser?

          - Claro - respondeu com carinho. Ela sabia que o platinado gostava de muito de crianças - Vamos, então? - disse virando-se em direção à porta pela qual haviam saído

          - Por favor, espere - pediu, e Kurenai se virou - Vocês tem alguma ferramenta??

          -  Ah, sim! Tem um quartinho de ferramentas aqui atrás, venha ver.

          Chegando lá, ela tirou um molho de chaves e experimentou algumas até conseguir abrir a porta, que rangeu. Kabuto viu que, apesar de haver muita poeira e bagunça, tinha todas as ferramentas que precisaria. Até algumas madeiras e um rolo de sombrite, que serviriam para fazer uma pequena cerca em volta da horta. Explicou que só precisariam de mudas e sementes. E a morena disse que conversaria com o Hokage a respeito.

          Após o tour, Kabuto foi encaminhado para a sala dos menores. Passaria um pouco  de tempo em cada sala. Por uma questão de ética, não pediram que ele trocasse fraldas, mas fez todo o resto, desde brincar e dar comida até limpar os narizinhos escorrendo. E amou cada segundo.

          Com os maiores, ajudou a fazerem as lições da academia, jogou futebol, jogos de tabuleiro, desenhou, pintou e até comeu com eles, auxiliando quando necessário. Kabuto poderia dizer tranquilamente que aquele foi o dia mais feliz da sua vida, se não fossem alguns olhares desconfiados e  rancorosos. Mas sabia que isso aconteceria e com o tempo, provaria que havia mudado. Kurenai o observou de forma discreta,várias vezes, durante o dia, e ficou muito satisfeita  com o que viu.

          Já passava das cinco horas, e no momento em que finalmente estava se despedindo, e aconteceu algo inusitado: Uma criança de uns 4 ou 5 anos veio correndo, puxou sua mão e pediu:

          - Volta de novo?

          Kabuto, visivelmente emocionado, ajoelhou-se ficando na altura dele, o abraçou e depois, fitando os olhinhos ansiosos disse:

          - Claro que sim, meu amor! Virei todos os dias!! Só que, agora preciso mesmo ir. Tenho algumas coisas para fazer. Mas volto amanhã, pode ter certeza! Tchau, Haru!

          Os olhos do menino se iluminaram e ele saiu correndo, depois de dar um beijo no rosto de Kabuto, que não pode evitar as lágrimas de emoção e seguiu para casa com um sorriso bobo nos lábios.

          Kurenai observava de uma janela e não pode deixar de sorrir e dizer para si mesma:

          - Ah, Naruto, podemos sempre confiar no seu coração!

🐍

          Ao chegar em casa,  percebeu que Orochi ainda não havia chegado. Resolveu tomar um banho rápido e foi para a cozinha, preparar o jantar para o seu amado.












E aí, Pessoinhas?
Como vocês estão?
Desculpem o Sumidão!
Precisava tirar umas férias...
Mas tô na área, se derrubar, é Penalt
Voltarei a atualizar todo sábado....
Beijinhos de Cereja e até a próxima...
💋💋💋

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