Parque de diversões.

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Dia 5

Costumo pensar que a idade talvez não chegue para todos, quero dizer, não a idade física mas a idade mental.

Nossa vida é como uma montanha russa, talvez chegue um momento da nossa vida em que vamos estar em cima, no auge da felicidade e constância, onde tudo está dando certo e é tudo fenomenal.

Mas em outro... nós descemos a ladeira, caindo a plenos pulmões sem nem a chance de nos segurar, e como se tudo não passasse de cinzas, vai se esvaindo de nossas mãos, todas as oportunidades.

Cabe a nós decidir se vamos deixar que isso nos consuma, se a queda vai nos cobrir como uma coberta fria e ai decidirmos que o brinquedo parou em uma ladeira sem final onde não a nada além de decida e breu, cabe a nós definir concertar o brinquedo para que nos leve de volta a sensação boa de estar em cima e ver a bela vista da cidade.

Pertence a nós decidir se faremos parte do brinquedo ou aprender a brincar com ele e entender que talvez a vida não seja perfeita ou não seja um morango como dizem.

Que a vida não é só como um Rock in Roll onde a adrenalina nos consome com vontade de viver intensamente, ou como um Just Dance onde dançamos ao som de nossos cantores favoritos como se não houvesse o amanhã.

A vida pode ser uma Roda Gigante talvez, onde num segundo estamos no alto e no segundo seguinte estamos lá em baixo, em apenas uma volta.

E quem sabe até podemos estar na fila de espera, observando todos brincar e se aventurar, rir e chorar, mas nunca fazendo parte daquela diversão, nunca nos arriscando e fazendo valer...

Sempre fui daquelas que gosta de se aventurar, sempre fui daquelas que tem medo de altura mas nunca deixa de ir em um brinquedo alto, a experiência vale o esforço de ir além dos nossos medos.

Todos nós deveriamos perder o medo de se aventurar, a final, a vida é só uma não é?

Ainda bem que sempre gostei de parque de diversões.

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CarolinaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora