Cap. 3

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E assim, 2 meses se passaram.

-- Marcela --

- Não acredito que fui demitida. Não é possível.

- Você faltou demais. - Disse minha ex chefe.

- Claro que faltei. Comecei a ter depressão voce queria o que?

- Por favor Marcela. Se retire.

- Tá bom. - Disse nervosa e gritando.

Bom, minha vida já era. Meus pais já se cansaram de mim, tentei parar com as drogas mais foi em vão, quanto mais me separava dela mais eu queria, a bebida era como água pra mim, e o cigarro era como uma calma. Comecei a ter depressão, usava a droga e logo depois estava eu la, caída em cima da cama, tentando o suicídio. Quase morri por diversas vezes, mais pelo que reparei, algo não deixava isso acontecer. E agora, pra terminar, fui demitida. Entrei pra dentro de casa e deitei na minha cama, hoje é sexta e até agora ninguém me ligou pra me chamar pra sair. Liguei para alguns amigos meus, bom, que se diziam "amigos" ninguém me atendia. A única que me atendeu foi Alessandra.

- Oi Ale.

- Oi Marcela. - Ela nunca me chamava assim.

- O que temos pra hoje?

- Hoje eu tenho uma festinha, mais você não.

- Porque eu não?

- Olha vou ser bem sincera com voce, nao queremos mais sair com você, você so sabe da trabalho e você realmente se tornou uma drogada. E ninguém quer ter isso do lado. Você é nojenta.

- Pensei que nos fôssemos amigos.

- Éramos. Até você virar uma drogada.

Ali desliguei o telefone e comecei a chorar enlouquecidamente, meu mundo desabou, perdi as meus amigos, e certamente eu era uma drogada. Não acredito.

----- Bernardo. -----

Nossa, como é bom ser fiel a ti Deus, em plena sexta feira uma conquista, consegui um emprego muito melhor. Hoje vou para o monte te exaltar e glorificar o teu nome, amanhã tem evangelismo mais não vou, vou descansar, tu me entendes né Deus?

- Na hora lembrei-me de Marcela - eita Deus. Não consigo esquecer aquela garota, nao somente pela sua beleza, mas porque eu sei que algo ali pode ser mudado. Eu espero que minhas orações por ela tenha salvado mais vezes da morte.

*No monte*

- Nossa, hoje o monte foi puro fogo. A glória de Deus resplandeceu naquele lugar. Que coisa maravilhosa.

- Verdade Bernardo. Foi otimo.

- Vamos pra casa.

Cheguei em casa deitei-me na cama e dormi, mas comecei a ter vários sonhos estranhos. Não entendia nada.

---- Marcela ----

*5:56* da manhã.

Vou sair, preciso sair, ta horrível aqui. Fui.
Sai de casa sem ninguém ver, e comprei drogas muitas drogas, e ali usei tudo sem cerimônia alguma.

---- Bernardo ----

Acordei 8 e pouco da manhã, e algo incomodava o meu coração, para eu levantar, me arrumar e sair. Enquanto me arrumava, pedi a direção de Deus, para que me levasse no lugar certo. Peguei o carro e fui. Deus me levou a menor praça da cidade. Mais naquela hora ela estava vazia e eu queria ir embora, mais Deus não deixava eu sair dali em nenhum momento. Liguei para o pastor e expliquei toda a situação. Ele e os outros jovens vieram ate onde eu estava. E ali começaram a entregar folhetos e começamos a louvar o hino "Você é o espelho que reflete a imagem do Senhor", e o pastor começou a pregar, quando menos esperamos a praça já tinha enchido de gente, mas ainda não estava concluído. Faltava algo, ou melhor, faltava alguém.

---- Marcela ----

ja era 10:46 quando eu cheguei na menor praça da cidade me sentei em um dos bancos parecendo um zumbi me balançando para frente e para trás, vendo coisa que nao existia, me debatendo, devido o efeito da droga.
Mais logo percebi que tinha várias pessoas na praça, e via cada um deles brilhando, e tinha certeza que nao era efeito da droga, algo neles me chamavam a atenção, e eu ja havia visto algo daquele tipo.

- Oi moça. - Disse uma garota linda.

Nem a olhei no rosto, eu estava tonta, e meu coração extremamente acelerado, comecei a rir, nao da cara dela, mais porque na minha cabeça era coisas engraçadas, ali a menina começou a me olhar e começou a orar, só que conforme a oração dela ia ficando mais intensa, mais eu me debatia, e me tremia toda. Ela foi se afastando de mim, talvez medo, não sei. E eu gritei :

- Moça, venha aqui. Por favor. Não se afaste. - Chorando.

Vi ela conversando com um rapaz, e eu fechei meus olhos, ele foi se aproximando cada vez mais de mim, e se sentou ao meu lado, eu parecia uma retardada olhando para ele, - Bernardo? É você?

- Dona Marcela. O que faz aqui?

- Estou com algum problema.

- Esta drogada não é?

- Vai me julgar também?

- Claro que não, vou te ajudar pode ser?

- Sim. - Falei sorrindo.

Infelizmente o efeito da droga ainda estava sobre mim, e então o Bernardo me levou para a roda dos jovens, e la me sentei ouvindo atentamente a palavra e logo depois os louvores, meus olhos tremiam, minha boca ficava secava, minhas mãos ficaram suadas, meu coração cada vez mais acelerado. Fui fechando os olhos devagar, e abrindo-o mais devagar ainda, até que tudo ficou muito escuro, comecei a ter fortes alucinações e ouvia alguém disser : - Chamem a ambulância por favor. - Não conseguia falar e o pouco que falava saia enrolado, tentava me mover mais era em vão, comecei a ficar com muita muita falta de ar e mesmo assim ouvi alguém disser : - Gente, ela tá morrendo, algum médico por favor? - Tentava provocar o vômito mais percebi que Bernardo nao deixava. Fui perdendo a consciência, e me colocaram dentro da ambulância, meu caso estava tão grave, mais tão grave que tentaram me atender ali dentro mesmo, me colocaram vários aparelhos e só ouvia fortes orações por mim, até que...

Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii - Apaguei.
O aparelho ja nao apitava pausadamente, ele apitava sem parar mostrando que a paciente ja não tinha mais vida.
Não tinha mais batidas no meu coração, nao tinha mais ar para ser respirado e não tinha mais sangue circulando pelo meu corpo.

Até que, em meio a multidão, em meio a tantas orações poderosas, em meio àquela overdose que basicamente me tirou a vida, um dos médicos veio com o aparelho chamado "desfribilador", ele rasgou minha blusa e colocou isso sobre meu coração, fez 3 vezes e nada adiantou, as pessoas da igreja começaram a orar mais alto e mais intenso, e realmente foram ouvidas, no quarto choque, me levantei com tudo voltando para trás, abrindo os olhos e querendo o ar. Me colocaram oxigênio e inalador, coisas no peito e na veia. Fui levada para o hospital. Já desmaiada, mas Graças a Deus, viva.

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