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Victória's pov:
Eram mais ou menos onze da noite. Eu, Walker, Tanner e Gael ainda estávamos brincando na rua.
Já havíamos feito guerrinhas de neve, brincado de pique-pega, esconde-esconde, fizemos anjinhos na neve e agora nós quatro estávamos fazendo um boneco de neve para colocar perto do parquinho.
- Tem que ter pedrinhas pros olhos! - Tanner disse.
- Tori, pega uma cenoura pro nariz! - Gael pediu.
- Acho melhor usarmos um graveto, não vamos sujar comida com isso. - respondi e os pequenos assentiram.
- O nome dele tem que ser Olaf, qualquer outra opção eu não aceito. - Walker disse e eu ri.
- Tori, eu posso ir buscar pedrinhas com o Tanner? - meu irmão perguntou.
- Se não for muito longe, pode. - eu disse e os garotinho saíram dali a procura de pedrinhas.
Walker se sentou no chão e eu me sentei ao lado do mesmo. Estava cansada, então apoiei minha cabeça no ombro do loiro e ele passou a mão por cima do meu braço.
- Ainda não consegue dormir? - o garoto perguntou.
Eu acabei mencionando sobre minha insônia e meus pesadelos para Walker. A única vez que eu consegui dormir foi naquela festa do pijama, há uns dois dias.
- Não. Eu sempre acordo no meio da noite e não consigo dormir mais. - respondi simples.
Olhei para frente e vi Gael procurando pedrinhas.
- Vai sentir saudade dele, né? - o garoto perguntou se referindo a Gael.
- Muita. Meu irmão é tudo para mim. - eu disse com um sorriso fraco.
- Pelo menos você vai poder ver ele nas férias. - o loiro tentou me animar - não é um adeus, é só um "até logo".
- É, mas as férias são só em Junho. Queria poder ir antes disso.
Ficamos em silêncio. Não um silêncio ruim, era confortável. Walker me deixava incrivelmente confortável para tudo.
Estávamos observando o céu, que estava sem nenhuma nuvem, apenas com a lua brilhante e as estrelas.
De repente senti um olhar sobre mim. Vi pelo canto do olho que Walker estava ali, me olhando com um sorriso quase que imperceptível.
- Se continuar me olhando assim, eu vou te bater. - eu disse.
- Não 'tô fazendo nada! - ele respondeu.
- 'Tá me deixando com vergonha. - o garoto riu.
- Eu sei, amo fazer isso. - o garoto deixou um beijinho no meu pescoço, fazendo eu me arrepiar de leve.