Aemond estava cansado. Não aguentava mais ver seus irmãos sofrendo. Halaena estava se perdendo da realidade, Daeron estava crescendo em um lar sem afeto e Aegon Iria ser forçado a assumir o trono. Não, ele precisava dar um fim a tudo aquilo. Então c...
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Aemond estava carrancudo. Não que esse fato fosse uma novidade. Não era, muito menos para Lucerys.
Quando eles saíram do quarto de Aegon, Aemond agarrou o braço do sobrinho e o levou para longe dali.
— Vai me dizer para onde estamos indo? — o omega pergunta ao tio, quando eles sobem outro lance de escada da torro sul da fortaleza.
O alfa estava olhando para frente enquanto arrastava o mais novo. Seu maxilar estava travado e a luva da armadura apertava o pulso do outro príncipe.
Eles finamente param no topo da torre e Aemond abre a única porta naquele espaço redondo onde havia apenas a escada por onde eles haviam subido.
— Pode se retirar, volte mais tarde — o platinado ordena e o guarda de vigia desce as escadas.
Aemond puxa Luke para o lado de fora.
Lucerys fica imóvel por alguns instantes. A sua frente estava toda King's Landing. A chuva havia diminuído, uma leve garoa continuava e as nuvens carregadas não saiam de seu lugar, mas a tarde começava a surgir apesar das condições, as construções eram altas mas nunca alcançariam a fortaleza, de um lado podia-se ver o mar e a frente Septo de Baelor.
— Geralmente venho aqui a noite. Gosto de observar a estralas e a lua — Aemond se põe ao lado do omega — comecei a vir aqui alguns dias depois do que aconteceu em Driftmark — conta.
— Porque? — Luke pergunta virando-se para seu tio.
— Por que... — o mais velho se coloca atrás do castanho e aponta para o horizonte — naquela direção fica Dragonstone — ele responde e então volta a ficar ao lado do sobrinho.
— Então você vinha aqui quando era criança, olhava na direção de Dragonstone e... imaginava formas de arrancar meu olho e se vingar? — o de olhos verdes pergunta erguendo uma de suas sobrancelhas.
— Não — Aemond nega.
— Não? — Luke pergunta, voltando seu corpo para ficar de frente para seu tio.
— Eu pensava em você, mas não em arrancar seu olho — fala — eu sentia naquela época que você seria um omega e que de alguma forma nós acabaríamos interligando nossas vidas — Aemond conta sem desgrudar seu olho dos do omega — você arrancou meu olho para defender seu irmão e eu ganhei um dragão naquela noite, mas também ganhei outra coisa — diz.
— O que? — Luke cruza seus braços.
— Não sei se você lembra das aulas de história que tínhamos juntos. Para um casamento valiriano acontecer um dois noivos tira o sangue de um e o outro faz a mesma coisa. Você arrancou meu olho e como nós bem nos lembramos ouvi muito sangue da minha parte — Aemond põe as mãos atrás das costas e caminha mais dois passos para perto de Luke.