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Pov: Alyssa

Eu sempre quis saber como era morrer, na verdade eu aprendi muito cedo que quanto mais rápido é a sua morte mais sortudo você é. Quando fiz 15 anos meu pai me disse isso, que se eu tivesse a chance de ser pega por qualquer inimigo, que eu implorasse a morte e não falaria nada sobre ele ou qualquer coisa sobre a nossas vidas.

Eu achei que estaria em paz se fizesse o seu maior inimigo se apaixonar por mim, mas essa história você sabe a verdade e o que realmente aconteceu, eu não seria mortar por ela em nem um milhão de anos e não passaria qualquer dia longe de sua vista.

Minha cabeça latejava, e tudo o que sentia era o gosto amargo da traição na boca. Meu corpo parecia pesado, como se tivesse dormido por dias, e quando finalmente consegui abrir os olhos, a luz forte do sol quase me cegou.

Onde eu estava?

Tentei me mover, mas meus braços estavam estranhamente fracos. Estava deitada em algo macio, mas ao me virar para o lado, percebi que não era a cama do quarto onde me preparava para o casamento. Era uma cabana. Simples, com paredes de madeira e móveis rudimentares. Ouvi o som do mar ao longe e, por um momento, pensei estar sonhando.

Até que a porta se abriu.

Ela estava ali. Billie.

Ela entrou com passos cuidadosos, segurando um copo de água e algo que parecia ser comida. Vestia uma camisa branca folgada, diferente de qualquer coisa que já a vi usar. Por um segundo, eu quase esqueci o que havia acontecido. Quase.

- Finalmente - disse ela, a voz rouca de quem provavelmente não dormiu. - Eu estava começando a achar que exagerei na dose.

Minha raiva explodiu.

- O que você fez comigo?! - gritei, minha voz falhando, mas meu ódio claro.

Ela suspirou, deixando o copo em uma mesa próxima antes de se virar para mim.

- Eu te salvei.

Ri amargamente, embora lágrimas já ameaçassem cair.

- Você me salvou? É assim que você chama me drogar e me sequestrar no dia do meu casamento?

- Sim. - A resposta veio firme, sem hesitação.

- Billie, me escuta. Você não entende o que fez. Meu pai... Ele não vai parar até nos encontrar. Você acabou de começar uma guerra.

Ela deu de ombros, como se o peso do mundo não estivesse sobre os ombros dela.

- Deixe-o vir.

- Você é louca! - gritei novamente, tentando me levantar, mas minhas pernas fraquejaram. Billie estava ao meu lado em segundos, as mãos segurando meus braços, como se eu fosse feita de vidro.

- Não se mexa tanto. O efeito ainda está passando.

- Eu não quero a sua ajuda! - empurrei-a, ou pelo menos tentei. Ela não se moveu, mas também não recuou. Seus olhos estavam fixos nos meus, e, por um momento, vi algo que parecia culpa.

- Eu não vou pedir desculpas, Alyssa. Não desta vez.

- Você arruinou tudo! - cuspi as palavras, minha garganta apertada com emoção. - Eu... Eu não queria me casar, mas agora... Agora meu pai vai me caçar como um animal. Ele não vai descansar até me ver morta por causa disso.

- Então deixe-o vir, Belladonna. Eu estou aqui.

Aquelas palavras, ditas com tanta convicção, me desarmaram. Parte de mim queria acreditar nela, queria me jogar nos braços dela e fingir que o mundo não existia. Mas outra parte, uma parte que eu mesma não reconhecia, sentia algo diferente.

Raiva. Não só dela, mas de mim mesma, por não ser forte o suficiente para lutar contra tudo isso.

- Você acha que pode simplesmente me sequestrar, jogar tudo para o alto e viver feliz para sempre? - perguntei, minha voz mais baixa agora, quase um sussurro. - Não funciona assim, Billie.

Ela se afastou, finalmente, passando as mãos pelo cabelo bagunçado.

- Não importa como funciona. O que importa é que você está aqui, viva, e longe dele.

Fiquei em silêncio, observando-a. A mulher que eu amava, que sempre parecia tão confiante, tão implacável, agora parecia... Perdida.

E eu também.

A verdade era que eu não sabia o que fazer. Por mais que quisesse odiá-la, uma parte de mim sabia que, no fundo, tudo isso era por mim.

Mas o que viria agora?

O som das ondas lá fora parecia zombar de nós, como se o próprio oceano soubesse que essa história estava longe de acabar.

- Você me tirou da minha vida, Billie - sussurrei, mais para mim mesma do que para ela.

Ela parou, me olhando por cima do ombro.

- Eu só queria te dar uma nova.

Eu não sabia se sentia raiva, tristeza ou... esperança.

E, por enquanto, isso teria que bastar.

♡♡♡♡♡♡

HIII BABYSS !! Sim estamos voltando a isso depois de que ? 3 anos ?? Omgggg.

𝑆𝑒𝑝𝑎𝑟𝑎𝑡𝑒𝑑 𝑏𝑦 𝑏𝑙𝑜𝑜𝑑Histórias para pegar e não largar. Descubra agora