Pov Alyssa
As últimas semanas foram um verdadeiro turbilhão. A cada dia, um novo detalhe sobre o casamento precisava ser resolvido, e, por mais que minha madrasta, Dayla, estivesse cada vez mais grávida, isso não a impedia de estar radiante com os preparativos. Ela e Maggie se tornaram um verdadeiro time, dividindo tarefas e escolhendo cada pequeno detalhe como se estivessem organizando o evento do século.
Eu, por outro lado, estava exausta.
Meu pai tinha insistido em uma tradição antiga da máfia: noivas não dormiam juntas até o casamento. A ideia era manter a honra e o compromisso até o grande dia. Isso significava que fazia semanas que eu e Billie não passávamos uma noite juntas.
E eu estava odiando isso.
Cada dia sem Billie parecia uma eternidade. As chamadas de vídeo ajudavam, mas não eram a mesma coisa. Eu queria acordar ao lado dela, sentir sua respiração, roubar café do seu copo, reclamar do jeito dela de espalhar suas roupas pelo quarto… Mas tudo isso estava suspenso até o casamento.
Não ajudava o fato de que, com todos os preparativos, eu mal tinha tempo para pensar em outra coisa. Meu pai fazia questão de se envolver em cada mínimo detalhe, desde o número de seguranças até a disposição dos lugares no salão. Não que eu me importasse muito, mas tudo aquilo estava me desgastando.
Foi por isso que Cláudia, percebendo meu cansaço, decidiu intervir.
— Você precisa relaxar, Alyssa — ela disse enquanto eu mexia no chá sem nem perceber. — Você está tão estressada que, se continuar assim, vai chegar ao altar com mais rugas do que sua mãe.
Revirei os olhos.
— Obrigada pela sensibilidade.
— Falo por amor — ela sorriu. — E é por isso que eu vou te levar para um dia no spa.
A ideia me pareceu perfeita. Massagens, banhos relaxantes, silêncio absoluto… Mas assim que entramos no carro, percebi que não estávamos indo na direção do spa.
Franzi o cenho.
— Cláudia…?
— Confia em mim — ela disse, estacionando o carro em frente a uma grande loja de móveis.
Antes que eu pudesse questionar, vi Billie parada na entrada, com um sorriso travesso nos lábios.
Meu coração pulou no peito.
— Eu devia ter imaginado — murmurei, saindo do carro e caminhando até Billie, que me puxou para um abraço apertado.
— Eu sabia que, se dissesse que queria te ver, seu pai arranjaria uma desculpa para impedir. Então… pedi reforços.
— Eu estou tão cansada disso — suspirei contra seu ombro. — Eu só quero estar com você.
— E vai estar — Billie segurou meu rosto entre as mãos. — Mas, enquanto isso, temos um projeto importante: nossa casa.
Arregalei os olhos.
— Nossa casa? Billie, eu adoro a sua casa. Não precisamos de outra.
— Mas e se quisermos mudar alguma coisa? Fazer dela algo nosso, juntas?
Parei para pensar. A casa da Billie era maravilhosa, espaçosa, e ficava perto dos meus pais e dos pais dela. Era o lugar perfeito para começarmos nossa vida juntas.
— Você tem razão — sorri. — Mas ainda assim, podemos dar o nosso toque.
— Isso significa que eu posso finalmente me livrar daquele sofá horroroso que o Finneas me deu?
— Definitivamente.
Billie fingiu limpar uma lágrima imaginária.
— Finalmente.
Passamos a tarde escolhendo móveis, cores de parede, detalhes que dariam um toque especial ao nosso lar. Cada escolha era como um pedaço do nosso futuro sendo montado.
Em um momento, Billie olhou para mim com um ar de dúvida.
— E os cachorros?
— O que tem eles?
— Eles podem ficar na casa com a gente?
Ri baixinho. Eu nunca fui a maior fã de cachorros, mas sabia o quanto eles significavam para Billie.
— É a casa deles também — dei de ombros. — Eu vou me acostumar com eles… com o tempo.
Ela sorriu como se tivesse acabado de ganhar na loteria.
— Isso significa que eu posso pegar mais um?
— Não exagera.
Ela riu, mas eu sabia que, em algum momento, eu provavelmente chegaria em casa e encontraria um cachorro novo no sofá.
Depois de finalizarmos nossas escolhas, Billie insistiu em me levar para casa antes do jantar.
— Como uma boa noiva — ela piscou.
O caminho foi silencioso, mas confortável. O tipo de silêncio que vinha quando duas pessoas estavam tão à vontade uma com a outra que não precisavam preencher o espaço com palavras.
Quando chegamos, ela segurou minha mão e a beijou suavemente.
— Estamos quase lá, Belladonna.
— Eu sei… — sorri, sentindo meu coração mais leve.
Estávamos construindo algo verdadeiro. Algo que ninguém poderia tirar de nós.
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𝑆𝑒𝑝𝑎𝑟𝑎𝑡𝑒𝑑 𝑏𝑦 𝑏𝑙𝑜𝑜𝑑
FanfictionAmor proibido no meio de uma família rival. De um lado a mais perigosa capô da família americana Billie, conhecia por impiedosa e sangue frio, já do outro Alyssa Baker filha de um dos mafioso mais perigoso, conhecia como a princesinha da marfia, ma...
