- Que cara é essa, Barbosa? - Desligo meu celular e encaro o homem deitado de barriga pra baixo ao meu lado. - Você não ia no motel com aquela loira lá?
Gabriel: Ia, no passado. - Ele afunda seu rosto em um dos travesseiros da minha cama de casal.
- Ué, que que aconteceu?
Gabriel: Ela desmarcou. Disse que não pode mais. - Seguro uma risada.
- Sabe que isso é desculpa, né? Desculpa de quem não quer transar! - Ele me encara.
Gabriel: E por que ela não iria querer transar comigo? Olha só pra mim. Quem não iria querer? - Reviro os olhos.
- As vezes você não é tão bom quanto pensa. - Gabriel me encara, indignado e eu dou risada.
Gabriel: Vamo' comigo? - Ele se senta na cama.
- 'Cê só pode 'tá louco! Muito louco. - O olho, incrédula.
Gabriel: Por favor! Já 'tá tudo pago. Peguei a porra da melhor suíte. Tem até hidromassagem. Só pra não jogar dinheiro fora. - Nego com a cabeça. - Qual foi, Sn? Nós não vai transar, não.
- Eu não vou pro motel com você, Gabriel. Abre tua dm que tu vai achar várias que adorariam ir pra esse motel contigo.
Gabriel: Como amigos, vamo' como amigos! - Praticamente implora.
- Que amigos vão pro motel juntos? Me diz, Gabriel. - Cruzo os braços.
Gabriel: A gente! - Reviro os olhos.
- 'Tá bom, Gabriel. Mas qualquer gracinha que você fizer, eu vou embora. É apenas pra você não jogar dinheiro fora.
Gabriel: Eu te amo, Sn! - Ele deixa um beijo na minha bochecha.
Eu sabia que nada aconteceria naquele quarto de motel, não vejo Gabriel dessa forma. Mas as vezes a gente faz coisas que nem imaginava, né? Mas se tude der certo, nada vai acontecer naquele quarto.
- Que horas a gente vai? Preciso arrumar minhas coisas. - Ele france o cenho.
Gabriel: E precisa levar coisa pro motel?
- Acha que vou entrar na hidromassagem pelada?
Gabriel: Eu não recla... - O encaro de cara fechada e ele para de falar antes de terminar sua frase. - Vou te deixar sozinha pra você poder arrumar suas coisas.