Gabriel: Quantos anos você tem? - Ele cruza os braços e me encara.
- E isso importa?
Gabriel: Importa! Duvido que você tenha mais que 20. - Sorrio.
- Quer apostar? - Ele ri.
Gabriel: Você quer apostar o que? - Ele se aproxima. Passo meus braços em volta de seus ombros.
- Eu posso te garantir que sou maior de idade, então... Acho que a gente pode apostar o que nós dois queremos.
Gabriel: E o que nós dois queremos? - Mordo meu lábios e puxo seu rosto, o trazendo para mais perto do meu. Suas mãos apertam minha cintura.
- Não se faz, Gabriel. - Ele tenta me beijar, mas me afasto.
Tiro meu celular do bolso de trás da minha saia e mostro pra ele. Minha identidade estava presa na capinha junto com uma nota de 20.
- Tenho 23. Pode fazer as contas. - Ele sorri e me puxa pela cintura sem ao menos se importar com a identidade.
Ele gruda nosso lábios e logo pede passagem com a língua. O beijo tinha um ritmo calmo, mas, ao mesmo tempo, apressado. Uma de suas mãos entra em meus fios de cabelo e os puxa levemente para trás. Mordo seu lábio e finalizo o beijo com alguns selinhos.
Gabriel: Eu 'tô na casa de um amigo, será que a gente pode ir pra sua? - Fala ainda com o rosto próximo do meu.
- Eu 'tô na casa dos meus pais. O que é pior: pais ou amigo? - Passo a mão em seu cavanhaque.
Gabriel: Acho que ele nem vai se importar. - Mordo meu lábio enquanto sorrio.
[...]
Arfo ao sentir sua língua em meu pescoço. Puxo alguns fios de seu cabelo e ele aperta minha bunda. Desço minha mão até a barra da sua blusa, ele se afasta e deixa que eu a tire. Ele junta nossos lábios e me põe sentada na bancada da cozinha.
- 'Tô começando a achar que essa casa é sua e você só não queria me trazer pra cá.
Antes que ele possa responder, ouvimos a porta da sala se abrir. Nós dois sabíamos quem era. Desço da bancada e eu me escondo atrás dele. Ouvimos passos se afastando até não ouvirmos mais nada.