Eu nunca vou ser um pai como o meu (serei melhor)

99 21 7
                                        

A pessoa a quem a equipe recorreu foi o hoteleiro. Ele se tremia de medo toda vez que os via, talvez por ter presenciado dezenas de brigas e por ter visto todos entrando no hotel cobertos de sangue algumas vezes...

-O senhor já viu pessoas com um risco no rosto? - Hanni perguntou, tão perto do homem, que ele se tremeu de medo.

-O que....ah, meu Deus, eu não. - O hoteleiro engoliu a seco. -Espera...você fala, um risco no centro do rosto?

-Isso.

-Ahm...já. A família dos Cho tem todos uma cicatriz de ponta à ponta, é genético, eles têm uma deformidade no rosto, é hereditário.

Todos da equipe da Ordem se entreolharam. Eram eles.

-Onde essa família mora?- Jongho perguntou, dando mais seriedade ao assunto. O hoteleiro começou a suar.

-No fim da rua do centro, em uma casa verde, ah, eu estou ficando com medo, por favor, parem de fazer essas caras sérias.

Mingi arregalou seus olhos brilhantes, como uma criança pedindo por doces.

-Caras sérias? Mas eu sempre tento ser fofo...

O hoteleiro fechou os olhos quando Jongho se aproximou.

-É confidencial, precisamos conversar com eles. -Choi falou, amedrontando ainda mais o hoteleiro. -Obrigado pelas informações...

Jongho deslizou uma barra de chocolate francês para o hoteleiro, que olhou para o doce com confusão, mas se acalmou devagar.

-Ah...

A equipe saiu em silêncio, sua maioria com as mãos no bolso, com seus rostos sérios.

Eles foram direto para a casa indicada, errando algumas vezes o endereço, porque haviam mais casas verdes naquela rua do que eles pensavam. O grupo finalmente descobriu, depois de um longo tempo, Seonghwa bateu algumas vezes na porta, que foi aberta por uma mulher.

Como esperado, ela tinha uma cicatriz no centro do rosto, seus olhos eram minúsculos, e seus dedos eram longos. Uma criatura.

Seonghwa sorriu e reverenciou a mulher, seu vestido preto de tecido transparente se balançou um pouco, ele sorriu.

-Olá, senhora, me chamo Seonghwa, gostaria de conversar com você. Bom, na verdade, eu e meu marido queríamos.

O plano era claro: Seonghwa e Yunho se infiltrariam na casa e os outros esperariam do lado de fora, perto das janelas, aguardando o momento exato de agir e acabar com a família toda.

Park vestia-se de forma feminina, com seu vestido favorito e o cabelo longo tão bonito, que o enchia com seu ar feminino. Seonghwa amava suas versões, todas elas.

-Eu e minha esposa acabamos de nos mudar para cá e gostaríamos de conversar com os senhores.

A mulher na porta piscou devagar, ela olhou para um homem no sofá da sala e disse, roboticamente:

-Venha falar com os novos moradores, homem!

O senhor no sofá se levantou devagar e veio até a mulher. Eles se abraçaram de lado e olharam para o outro casal.

-Oh...eu achei que a senhorita fosse um homem. - O dono da casa falou para Seonghwa, que arregalou os olhos.

-Ah...as pessoas costumam dizer isso, sou um pouco alta e o meu cabelo é bem curtinho...- Seonghwa sorriu, docemente. -Me chamo Seonghwa, esse é meu marido, Yunho, acabamos de nos mudar. Gostaríamos de conhecer a vizinhança.

O homem sorriu, estranhamente devagar, como se sua boca travasse os músculos. Ele deu uma risada extremamente falsa e abriu espaço para os visitantes entrarem. Yunho e Seonghwa entraram, atuando fielmente, olhando para a parte interna da casa como se não estivessem investigando aquela família.

ORDEM E CAOS Onde histórias criam vida. Descubra agora