Capítulo 2

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Aviso rápido: Decidi mudar a forma de escrita dos capitulos para melhor compreensão.

Aproveitem a leitura!



— Entãooooo, é você que vai matar os licanos? — Disparei da cama num pulo. A maldita boneca Angie circulava perto da minha cabeça enquanto se inclinava levemente em minha direção.

Respirei pesadamente enquanto o susto da minha vida dominava meu corpo. Depois de um momento eu lentamente concordei.

— Você não fala muito, né? — Minha mão esfregava meu olho, afastando o sono enquanto eu olhava para o relógio que trouxe, o alcancei para olhar melhor, mas logo notei pela janela que ainda estava escuro lá fora. Pelo amor de Deus!

— São quatro horas da manhã! — Resmunguei enquanto olhava para a boneca — Ou vai me dizer que você não dorme?

— Eu já dormi, mas Geórgia ainda não acordou para eu brincar.

— Bem, vá acordá-la.

— Mas é para você que tenho perguntas. — Ela disse ao mesmo tempo que se acomodava suavemente no travesseiro enquanto eu me apoiava na cabeceira — Vamoooos! Se me responder, eu te deixo em paz! — Meus olhos encararam a boneca que estava ao meu lado por um longo momento. Por um instante, considerei alugar um triturador de madeira antes de perceber que não valia a pena o trabalho; um machado teria funcionado igualmente bem, no entanto, o aviso de Jordan ecoou claramente em minha mente: não mexa com as bonecas.

— Tudo bem. — suspirei — O que você quer saber, Angie?

— Por que a mãe Miranda te contratou?

— O amigo de um amigo contou-lhe sobre mim antes de falecer.

— Você vai se livrar de todos os licanos?

— Tenho seis meses para fazer isso, então espero que eu consiga.

— Você tem algum poder legal como Donna? — Neguei com a cabeça — Posso ir com você caçar os licanos? — Não. — Por que não?

— Fui informada de que você não está autorizada a se colocar em perigo, o que inclui caçar licanos. Além disso, você não tem coisas para ocupar sua mente aqui? — Ela negou com a cabeça.

— O que você quer dizer?

— Donna não tem nenhum companheiro de brincadeira no momento, então não temos nada para fazer.

— Companheiro?

— Sim, são indivíduos que a mãe Miranda encaminha Donna para desempenhar funções executoras. Com ajuda do cadou, ela as converte em bonecas, assegurando assim que nunca estejamos a sós.

Eu não deveria ter feito essa pergunta, meus olhos se estreitaram ao imaginar alguém sendo transformado em uma boneca. Respirei fundo, balancei a cabeça e abri os olhos novamente.

— Soa apropriado diante de tudo que testemunhei até agora. — Afastei alguns fios escuros e desalinhados do meu rosto ao me levantar.

— Para onde você está indo?

— Eu poderia começar mais cedo meu trabalho sem problemas. Afinal, é por isso que estou aqui.

— Posso ir junto?

— Já te falei que não. — Andei de cueca e top esportivo na tentativa de achar meu uniforme preto apertado. Ao encontrar me vesti, peguei o rifle de longo e alcancei a pistola. A adaga foi presa à minha bainha do lado esquerdo e a pistola no direito. O rifle ficou nas minhas costas e as balas foram para o cinto em volta da minha cintura.

Brincando com a Mestre das BonecasOnde histórias criam vida. Descubra agora