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- Ja deu nossa hora né? - olhei pra helô - vamos embora

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- Ja deu nossa hora né? - olhei pra helô - vamos embora

- Melhor a gente ir mesmo - se levantou -

- Me levanta - dei a mão, ela logo me puxou e eu agarrei o braço dela -

Ficamos caladas, apenas observando o movimento, até que acabei esbarrando em alguém. Me xinguei mentalmente pela distração.

- Desculpa, moço. – Soltei o braço da Helô e perguntei: – Tá tudo bem?

- Você não consegue me ver? Olha o meu tamanho. – Disse o garoto, moreno e alto, bufando de irritação.

- Ei, você não é o Arthur? Aquele que sumiu da escola? – Helô se aproximou do garoto, curiosa. Eu a cutuquei para ela ficar em silêncio.

Era ele mesmo. Arthur. Bem mais alto e, confesso, muito mais bonito desde a última vez que o vi.

- Você é bem curiosinha, hein? – Ele cruzou os braços, me encarando. – Mas sim, sou eu. Por quê?

- Só perguntei. – Helô levantou as mãos, rendida.

- Desculpa mesmo, Arthur. – Disse, mas meu sorriso falso não ajudou.

- Mais cuidado na próxima vez. E vê se arruma um óculos. – Ele me lançou um olhar irritado antes de dar alguns passos para trás e se afastar.

Seguiu na direção oposta à nossa, murmurando algo que não consegui entender, mas deu para ouvir o bufar de impaciência.

- Que garoto abusado. – Cruzei os braços, indignada.

- Todo estressadinho. – Helô soltou uma risada fraca.

Foi então que algo no chão chamou minha atenção.

- Olha isso. - Apontei para uma pulseira prateada caída no chão. - Será que é dele? - Peguei o acessório e mostrei para Helô.

- Deve ser, amiga. - Ela pegou a pulseira e analisou. - Vai devolver, ele não deve estar longe.

- Eu não. -  Cruzei os braços, teimosa.

- Vai logo, Maya. -  Helô colocou a pulseira na minha mão e insistiu.

Bufei, mas concordei.

- Me espera aqui. -  Disse antes de sair correndo na direção que Arthur havia tomado.

Ele estava quase chegando à calçada quando gritei:

- Ei, isso é seu? - Corri até ele, mostrando a pulseira. - É seu ou não?

Arthur pegou a pulseira e olhou para o braço, surpreso.

- É minha, sim. - Suspirou. - Como isso caiu? - Murmurou para si mesmo.

- Não vai dizer nem um "obrigado"? - Cobrei, cruzando os braços.

Ele me lançou um olhar desacreditado, arqueando as sobrancelhas, e soltou uma risada nasal antes de responder:

- Obrigado. - O tom era claramente irônico, acompanhado de um sorriso falso. - Satisfeita?

‐ Muito. - Retribui com o mesmo sorriso falso. - Bom, tchau. - Virei as costas e corri de volta para onde Helô me esperava.

Assim que ela me viu, saiu me puxando para a calçada.

[...]

Acordei um pouco atrasada pra a aula. Normalmente eu coloco o despertador ou peço pra alguém me acordar, mas me esqueci.

- Ta pronta, pirralha? - meu irmão perguntou -

- Estou, vai me deixar? - perguntei colocando o resto das minhas crisis na mochila e depois colocando nas minhas costas -

- Vou, vamo? - perguntou e eu acenti -

Entrei no carro e sem pensar muito,me deitei, ainda com sono.

No caminho, ele ia cantando alguma das mil músicas que ele tinha colocado.

O céu estava bem nublado, como se estivesse escurecendo. As nuvems estavam bem cinzas, chuto que vai chover.

- Tchau, mano - falei assim que cheguamos no portão da escola -

- Tchau, pirralha - sorriu e eu logo entrei na escola -

- Bom dia - falei pro porteiro -

- Bom dia, maya - ele sorriu - atrasada de novo

- Desculpa, tio, eu perdi a hora - fiz bico - deixa eu entrar, so hoje

- Tudo bem, mas da próxima eu não vou deixar, viu?

- De boa, obrigada - sorri e fui correndo pra sala -

Sai correndo pelas enormes escadas cinzas que davam para o segundo andar, onde ficava minha sala.

Sem perceber, esbarrei em alguém.

O empurrão foi tão forte que acabei caindo.

- Puta que pariu viu - bufei -

- Ta tudo bem ai? - o garoto que esbarrei se abaixou - quer ajuda?

- Não precisa, ta de boa - levantei com um pouco de esforço -

- Você de novo? - olhei pro garoto moreno que estava com os braços cruzados -

- Arthur? Ta fazendo oque aqui? - perguntei sem entender -

- Eu estudo aqui né? - falou como se fosse obvio -

- Mas você sumiu da escola por quase 5 meses, porque resolveu voltar agora? - cruzei os braços -

- Não que seja da sua conta, mas meu irmão não precisa mais ficar no hospital, então a escola me obrigou a vir - bufou -

O Arthur saiu da escola por um tempo pra cuidar do irmão mais novo que tem problemas no coração e precisou ficar no hospital por um bom tempo

E eu so sei disso porque alguns amigos dele me falaram.

- Não vai pra sala não é? - olhou pra mim -

- Ah sim

Subi a escada com um pouco de dificudade e quando cheguei na porta da sala eu bati

- Com licença, posso entrar? - perguntei ao professor que ja estava dentro da sala

- Pode sim, Maya - o professor se levantou ao ver Arthur entrar depois de mim - pode sentar ali atrás da Maya - apontou pra mim -

Helô me olhou sem entender e eu ri

- Maya? - sussurou me perguntando - parece nome de cachorra - riu fraco -

- Ta de sacanagem moleque? Me respeita - cruzei os braços -

- Ta de sacanagem moleque? Me respeita - cruzei os braços -

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👣 - 636 palavras

𝘵𝘦𝘦𝘯𝘢𝘨𝘦 𝘤𝘳𝘶𝘴𝘩  - 𝗮𝗿𝘁𝗵𝘂𝗿 𝗳𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗲𝘀.Onde histórias criam vida. Descubra agora