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Ontem a noite eu não dormi quase nada

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Ontem a noite eu não dormi quase nada. Passei a noite inteira estudando, eu estava com insônia então resolvi fazer algo de útil.

Confesso que não consegui entender nada, mas pelo menos eu tentei.

Não sou muito boa com os estudos e acho que todo mundo sabe disso. Sempre fui determinada, mas nunca inteligente. Sempre me esforçava pra caralho, mas nem sempre os resultados eram bons. Meu pai me colocava em todas as aulas possiveis, não adiantava de muita coisa, ja fiz aula de matemática, português, espanhol, ingles e química. Dentre todas essas aulas, só me sai bem em espanhol, eu falo muito bem o espanhol, acho que sou a única da família que consegue falar bem o espanhol, isso é uma das coisas que eu me orgulho muito.

Eu sou muito boa em surfar e estudar sobre os animais marinhos.

Começei a surfar com 12 anos, mas só me dediquei com 14 anos. Eu até participei de uns campeonatos, mas não consegui ganhar nenhum deles, então deixei de lado.

Eu ja tive tartarugas e uns peixinhos uns anos atrás, e eu sempre cuidava muito bem deles e procurava saber mais sobre eles, não só eles como também os outros. Eu passava tanto tempo na praia estudando sobre eles que meu pai teve que controlar o tempo de estudos.

Eu até cogitei e ainda cogito ser biologa marinha, mas eu tenho medo de não dar certo. Sei que faltam poucos meses para terminar a escola e se formar, mas mesmo assim precisso pensar mais.

Eu devia ter ficado em casa hoje, dormir na cadeira dura na escola definitivamente não é pra mim.

Dormir nas três primeira aulas e agora é o recreio, mas quis ficar na sala de aula pra dormir mais um pouco.

Eu coloquei o meu moletom no chão, no canto na sala e deitei em cima, fazendo minhas mãos de travesseiro

- Você não cansa de dormir não? - ouvi falarem atrás de mim -

O cheiro e a voz marcante se instalou na sala e eu nem precisei me virar pra ver que era o Arthur falando.

Ouvi ele dar uma risada nasal e vir até mim. Eu me virei para olhar pra ele e ficamos nos olhando por alguns segundos, mas não demorou muito pra ele sentar do meu lado e dar dois tapinhas na própria coxa.

- Deita aqui, depois você vai ficar com o pescoço doendo - ele falou ainda olhando pra mim -

- Tá bom - dei um sorriso pequeno sem mostrar os dentes - obrigada - abaixei meu tom de voz -

Ele também sorriu pequeno e logo começou a fazer um leve carinho na minha cabeça. Eu relaxei meu corpo e finalmente fechei meus olhos com o objetivo de dar um cochilo rapido.

Amo quando fazem qualquer carinho na minha cabeça, claro que só deixo com pessoas bem específicas, até por que eu não muito fã de toque físico. Mas quando se trata de Arthur Fernandes, isso muda muito.

𝘵𝘦𝘦𝘯𝘢𝘨𝘦 𝘤𝘳𝘶𝘴𝘩  - 𝗮𝗿𝘁𝗵𝘂𝗿 𝗳𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗲𝘀.Onde histórias criam vida. Descubra agora