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O sol já estava indo embora

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O sol já estava indo embora. O céu estava com um tom claro de laranja e roxo. A praia já não estava tão lotada quanto mais cedo. Alguns surfista estavam saindo da praia e outros ainda estavam chegando.

Eu estava caminhando pela areia da praia, sem rumo. Suspirava a cada passo que dava. Minha cabeça estava uma verdadeira bagunça.

Sentei na areia, de frente para o mar e permaneci em silêncio, sentindo um enorme nó se formar na minha garganta, quer dizer, ele estava preso em minha garganta desde a escola. Estava resistindo muito para não chorar.

Aquela mulher não merece uma lágrima sequer.

Mas...por algum motivo, elas insistiam em querer cair.

Sem conseguir controlar mais, eu apenas me deixei levar. Começei a chorar ali mesmo. Cada lágrima descia como fogo dos meus olhos.

Eu não conseguia controlar.

Sem se importar com os olhares, chorei alto. Toda a dor que estava dentro de mim, parecia só aumentar mais e mais.

Perdida na minha própria dor, nem percebi quando um garotinho se apróximou de mim e sentou ao meu lado.

Limpei meu rosto com pressa, tentando esconder.

— Oie, moça — ele se aproximou mais de mim, colocando a bola que segurava ao seu lado — Qual seu nome? — perguntou preocupado —

Eu dei uma risada baixa, achando fofo.

— Oi, pequeno, meu nome é Maya, e o seu?

— É Dylan — pronunciou o nome com dificuldade — Porque você ta chorando desse jeito? Sua mãe não deixou você ir pro mar? — perguntou —

— Você é muito novinho pra entender, Dylan — sorri pequeno com a preocupação do pequeno —

— Não sou não — cruzou o braço, fazendo um biquinho fofo — Eu tenho assim de anos ó — mostrou os 4 dedinhos — e eu já sei um tantão de coisas

— Sabe mesmo é? — falei em um tom brincalhão — Claro que sabe, que cabeça a minha — dei uma risadinha —

— Minha mãe sempre disse que chorar faz bem, mas tem que conversar pra colocar a tristesa pra fora — explicou de uma forma fofa —

Olhei para o pequeno com olhos ainda marejados, mas agora com um leve sorriso tentando se formar.

— Você acha que conversar ajuda mesmo? — perguntei, ainda hesitante.

— Uhum! — Ele acenou, convencido. — Eu posso ouvir. E depois eu posso contar uma coisa que me deixa feliz, pra você ficar feliz também.

— Olha, pequeno, não precisa. Você me deixou feliz só em se preocupar comigo — um sorrisinho se formou em meu rosto. — Obrigada — Fiz um pequeno carinho do cabelo liso dele —

𝘵𝘦𝘦𝘯𝘢𝘨𝘦 𝘤𝘳𝘶𝘴𝘩  - 𝗮𝗿𝘁𝗵𝘂𝗿 𝗳𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗲𝘀.Onde histórias criam vida. Descubra agora