𝗢𝗡𝗗𝗘 Arthur Fernandes é quebrado emocionalmente. Isso foi causado pela morte do seu melhor amigo, parte da culpa é dele, mas não se conforma com isso. As vezes, por não saber oque fazer e nem que rumo tomar para sua vida ele se fecha completamen...
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Eu realmente
não esperava por esse beijo. Não agora!
Foi muito do nada, eu não entendi, só correspondi. Confesso que gostei muito, afinal é o beijo do Arthur, mas sei lá. Ainda não descobri se estou gostando dele ou é só uma atração. Acho que está mais pro lado do gostar, mas do mesmo jeito estou confusa.
Não quero me envolver, pra depois enjoar dele, por que eu sei que sou exatamente assim.
Não quero usar ele como se fosse um boneco. Mas ao mesmo tempo quero viver esse momento. Gosto do que está acontecendo. Foi o nosso primeiro beijo, e espero que tenha vários. Mas espero que fique só nós beijos, não quero ter que me iludir.
Não faz muito tempo que eu cheguei na escola, faz no máximo 5 minutos.
Sentei na carteira mais longe possível dos lugares da frente.
Hoje a primeira aula é do Vitor, e eu não 'tô nem um pouco afim de me estressar as 7 da manhã. Coloquei minhas mochila na cadeira da logo sai da sala para andar. Desci as escadas, indo para o último andar, onde fica as quadras, o refeitório, os banheiros, a cantina, uma das bibliotecas e a recepção.
Fui até a quadra de basquete, onde tinha alguns meninos jogando e umas meninas sentadas no chão, conversando.
Por conhecidencia, o Thur estava entrando na escola.
Pensei em ir até ele, mas antes mesmo que eu desse um passo, uma garota morena chegou no Thur, dando um beijo na bochecha e um abraço.
O abraço durou 1 minuto, mas ele pareceu meio em choque. Só abraçou a garota depois.
A garota morena abraçou ele diversas vezes, e ele correspondeu um todas elas.
Ela conversou mais alguma coisa com ele e deu mais um abraço. Um abraço bem demorado, ela apoiou a cabeça no ombro dele e ele fez um pequeno carinho do cabelo dela, a garota se despediu e logo saiu, então desisti de ir até ele, dei meia volta, indo em direção a escada, logo subindo alguns degrais. Mas logo parei quando senti um toque no ombro.
Olhei para trás e logo vi o Vitor, com um pequeno sorriso no rosto.
Eu suspirei baixo e revirei os olhos. Queria tanto evitar contato com ele, mas agora estou frente a frente com ele.
- Bom dia, Maya - cruzou os braços tatuados - eu te mandei algumas mensagens essa semana, por que você não me respondeu?
- Eu passei a semana ocupada, foi mal - forçei um sorriso - mas eu to aqui agora, pode me falar - me apoiei no corrimão da escada -
- Eu só queria saber se a gente podia sair, pra conversa, sabe- ficou de frente pra mim - naquele dia você recusou, mas quem sabe hoje você aceita - passou a mão na nuca -
- Você quer mesmo sair comigo em cara - suspirei - ta bom, eu vou sair com você - falei - mas é só pra conversar e se divertir - coloquei o indicador no peitoral dele - mas depois você vai me deixar em paz, fechou?