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A Maya foi estranha o caminho inteiro

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A Maya foi estranha o caminho inteiro. Não parou de morder os lábios e estralar os dedos das mãos.

Era visível o nervosismo dela. Mesmo ela querndo esconder, percebi o caminho inteiro.

Eu realmente queria perguntar, mas não sei se é algo pessoal demais.

Ela suspirou pela decima vez em menos de 6 minutos. Eu ja estava ficando agoniado com o nervosismo da garota.

- Maya, é serio - olhei pra ela - você ta muito nervosa, oque aconteceu? - fiquei na frente dela, logo parando de andar -

- Eu não 'to nervosa, 'to normal - olhou pra mim por segundos, mas logo desviou o olhar -

- Quer mentir logo pra mim? - cruzei os braços -

- Eu não 'to mentindo, Thur - chegou mais perto de mim - sério, ta tudo bem - sorriu pequeno - não precisa se preocupar

- Hum - olhei desconfiado, mas logo começei a andar de novo -

Ela realmente acha que eu acreditei?

Da pra ver no olhar dela que não ta tudo bem. Ela ta nervosa demais, com olhar triste e ao mesmo tempo com medo.

Chegamos no condomínio e fomos direito pra casa dela. Quando entramos só tinha o irmão dela jogado igual um morto no tapete da sala dormindo.

Ela disse que o pai estava em BH e só iria voltar no final de semana.

O pai dela nunca ta em casa, sempre ta viajando ou resolvendo coisas na rua. As únicas vezes que eu vi o pai dela foi em um dia que eu tava assistindo uma série com a Maya, e cara foi terrivel. Ele ficou o tempo inteiro na minha cola, me olhando com o olhar mais tenebroso do mundo, fora que ele ainda ficou me perguntando um monte de coisas sobre eu e a Maya o tempo todo.

E a outra vez foi quando ele foi buscar a Maya no hospital e acabou me vendo.

Ah, eu também nunca vi a mãe dela aqui. Não sei se os pais dela são separados, ou brigaram, ou se ela não tem mãe. Nunca cheguei a perguntar e acho que nem vou.

Depois da morte do meu pai, eu odiava quando alguém me perguntava sobre ele. Sempre perguntavam se ele tinha se separado da minha mãe ou tinha me abandonado, e eu sempre respondia que não que era um assunto delicado e não queria falar sobre aquilo.

Eu sempre fugia e não deixava que ninguém soubesse sobre oque tinha acontecido. Eu proibia de qualquer pessoa que soubesse sobre o assunto falar pra alguém.

Quero que a Maya me conte se ela tiver vontade. Não vou pressionar ela.

Entramos no quarto dela e eu imediantamente me joguei na cama,com mochila e tudo. Ela jogou a mochila no chão e sentou na cadeira da penteadeira.

- Eu to morta - jogou a cabeça para trás -

- Vai tomar banho e dormir - olhei pra ela - eu ja vou embora

𝘵𝘦𝘦𝘯𝘢𝘨𝘦 𝘤𝘳𝘶𝘴𝘩  - 𝗮𝗿𝘁𝗵𝘂𝗿 𝗳𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗲𝘀.Onde histórias criam vida. Descubra agora