𝗢𝗡𝗗𝗘 Arthur Fernandes é quebrado emocionalmente. Isso foi causado pela morte do seu melhor amigo, parte da culpa é dele, mas não se conforma com isso. As vezes, por não saber oque fazer e nem que rumo tomar para sua vida ele se fecha completamen...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
A corrida principal começou faz dois minutos, e eu confesso que está sendo melhor do que eu imaginei. A Maya não para de gritar e pular pro carro que está na liderança, mesmo nem sabendo quem é.
- Para com isso, Maya - ri dela e tentei puxar a garota -
- Parar por que? Levanta dai - sorriu e tentou me levantar -
- Para, maluca, ta todo mundo olhando pra a gente - continuei rindo, assim como ela -
- Ai como você é chato - revirou os olhos e sentou do meu lado -
- Eu to brincando, pode torcer ai - balançei as mãos, pedindo pra ela levantar novamente -
- Agora eu ja sentei né - cruzou os braços -
- Como quiser - dei de ombros e voltei a olhar a corrida -
- Aí, ce não quer ir embora não? - deitou a cabeça no meu ombro e suspirou -
- Por que? Você quer? - olhei pra ela, que balançou a cabeça dizendo sim - Então vamo ué - falei e ela acentiu, pegando o celular para ligar pro irmão dela -
- To cansadão, só quero deitar e dormir - deitei minha cabeça em cima da dela, que ainda estava no meu ombro -
- Eu também - senti ela suspirar fundo - mas não vou poder
- Por que? - tentei olhar pra ela -
- Tenho que terminar algumas coisas da escola - cruzou os braços -
- Ta falando sério? Que azar em - ri fraco - se quiser eu te ajudo
- Não, ta tarde já e você ta cansado. Nem inventa
- Relaxa, eu faço esse esforço por você - falei com um sorriso de lado e ouvi ela rir -
- Fernandes, não precisa, você odeia fazer atividade da escola - olhou pra mim -
- Fecha a boca e aceita - coloquei a mão na boca dela, mas logo tirei, rindo - eu vou dormir na sua casa
- Dormir na minha casa? - arqueou as sobrancelhas - Tem certeza?
- Por que? Não quer que eu vá? - cruzei os braços e levantei a cabeça, olhando pra ela -
- Para, claro que quero, mas sei la, meu irmão vai surtar
- Pelo menos não é o seu pai que vai surtar comigo - falei e ela riu -
Ficamos conversando por mais um tempo, mas paramos quando o irmão dela ligou, avisando que já tinha chegado.
O caminho até a casa da Maya foi tranquilo, dei uma cochilada, enquanto estava deitado no colo dela. Ja é quase meia noite, então a Maya não demorou muito, já foi tomar banho pra dormir. Quando menos percebi ela ja tinha voltado com um pijama de unicornio rosa, de mangas compridas e calça. Eu ri daquilo, mas achei fofo.