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— Cara, você precisa parar com isso

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— Cara, você precisa parar com isso.

Bak falou pela décima vez, enquanto tentava afastar as garrafas de vodka de perto de mim.

— Para de encher meu saco, Bak — tirei seu braço do meu ombro enquanto virava mais uma dose do líquido transparente.

Bak apenas bufou, cansado de tentar me impedir.

A sala da minha casa estava um completo caos. Garrafas de bebidas espalhadas pelo chão, cigarros nas estantes, roupas recém- usadas penduradas no sofá.

Era um reflexo da minha mente. Uma bagunça sem fim.

— Escuta ele, cara — Jaya falou em um tom mais alto.

— Caralho parem de ser chatos! Porque vocês não vão beber também? — falei sem paciência pra aquilo — Vocês acabaram de ser demitidos e parecem estar putos da vida. Esqueçam isso bebendo

— Eu não preciso de álcool pra me sentir melhor, Arthur —  respondeu Jaya, com tom moralista.

Revirei os olhos e enchi o copo de vodka até a borda. Levei à boca sem pensar duas vezes, sentindo o gosto queimando a garganta.

— Então, boa sorte aí — murmurei, encarando a garrafa de vodka quase vazia. — Eu prefiro beber e pensar bem depois.

O silêncio caiu como uma bomba. Eles se entreolharam, Bak suspirou fundo, parecendo ter perdido o resto de paciência que o restava.

— Chega dessa merda, Arthur. — Bak se levantou com rapidez, pegando a garrafa da minha frente e a arremessando no chão. O vidro estourou com um estrondo seco, espalhando vodka e cacos por todo lado. Todos se encolheram, pegos de surpresa pela explosão.

— Para de agir como a porra de uma criança imatura!

Fiquei parado, encarando o chão como se ainda tentasse entender o que tinha acabado de acontecer. A raiva fervia no meu peito, mas se misturavam com um nó na garganta que eu me recusei a engolir.

— Vai se foder, Bak! — se levantei na mesma velocidade que ele, dando um empurrão no mais velho.

Nos entreolhamos. Seus olhos estavam transbordando raiva.

— Você não pode me falar oque fazer. Eu decido oque faço da minha vida. — falei em um tom alto, cheio de raiva.

Ele trincou o maxilar, parecendo estar a um passo de me dar um belo soco.

— É isso que você chama de viver? Se entupir de álcool e nicotina não te faz viver, Arthur.

— Você não faz ideia do que eu tô sentindo, Bak. E ao invés de tentar entender o motivo de tudo isso, você prefere me jogar mais um sermão inútil! — explodi, com a voz saindo como um estrondo. Estava cuspindo as palavras sem pensar. — Então não vem bancar o dono da razão, porque nem você, nem ninguém, tem o direito de dizer como eu devo viver a minha vida!

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⏰ Última atualização: Apr 08, 2025 ⏰

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𝘵𝘦𝘦𝘯𝘢𝘨𝘦 𝘤𝘳𝘶𝘴𝘩  - 𝗮𝗿𝘁𝗵𝘂𝗿 𝗳𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗲𝘀.Onde histórias criam vida. Descubra agora