𝗢𝗡𝗗𝗘 Arthur Fernandes é quebrado emocionalmente. Isso foi causado pela morte do seu melhor amigo, parte da culpa é dele, mas não se conforma com isso. As vezes, por não saber oque fazer e nem que rumo tomar para sua vida ele se fecha completamen...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
— Cara, você precisa parar com isso.
Bak falou pela décima vez, enquanto tentava afastar as garrafas de vodka de perto de mim.
— Para de encher meu saco, Bak — tirei seu braço do meu ombro enquanto virava mais uma dose do líquido transparente.
Bak apenas bufou, cansado de tentar me impedir.
A sala da minha casa estava um completo caos. Garrafas de bebidas espalhadas pelo chão, cigarros nas estantes, roupas recém- usadas penduradas no sofá.
Era um reflexo da minha mente. Uma bagunça sem fim.
— Escuta ele, cara — Jaya falou em um tom mais alto.
— Caralho parem de ser chatos! Porque vocês não vão beber também? — falei sem paciência pra aquilo — Vocês acabaram de ser demitidos e parecem estar putos da vida. Esqueçam isso bebendo
— Eu não preciso de álcool pra me sentir melhor, Arthur — respondeu Jaya, com tom moralista.
Revirei os olhos e enchi o copo de vodka até a borda. Levei à boca sem pensar duas vezes, sentindo o gosto queimando a garganta.
— Então, boa sorte aí — murmurei, encarando a garrafa de vodka quase vazia. — Eu prefiro beber e pensar bem depois.
O silêncio caiu como uma bomba. Eles se entreolharam, Bak suspirou fundo, parecendo ter perdido o resto de paciência que o restava.
— Chega dessa merda, Arthur. — Bak se levantou com rapidez, pegando a garrafa da minha frente e a arremessando no chão. O vidro estourou com um estrondo seco, espalhando vodka e cacos por todo lado. Todos se encolheram, pegos de surpresa pela explosão.
— Para de agir como a porra de uma criança imatura!
Fiquei parado, encarando o chão como se ainda tentasse entender o que tinha acabado de acontecer. A raiva fervia no meu peito, mas se misturavam com um nó na garganta que eu me recusei a engolir.
— Vai se foder, Bak! — se levantei na mesma velocidade que ele, dando um empurrão no mais velho.
Nos entreolhamos. Seus olhos estavam transbordando raiva.
— Você não pode me falar oque fazer. Eu decido oque faço da minha vida. — falei em um tom alto, cheio de raiva.
Ele trincou o maxilar, parecendo estar a um passo de me dar um belo soco.
— É isso que você chama de viver? Se entupir de álcool e nicotina não te faz viver, Arthur.
— Você não faz ideia do que eu tô sentindo, Bak. E ao invés de tentar entender o motivo de tudo isso, você prefere me jogar mais um sermão inútil! — explodi, com a voz saindo como um estrondo. Estava cuspindo as palavras sem pensar. — Então não vem bancar o dono da razão, porque nem você, nem ninguém, tem o direito de dizer como eu devo viver a minha vida!