Um empresário provocador, e um barman esquentadinho. Mais alguns drinks e ambos sabem o que pode acontecer.
Os pares perfeitos. Bebidas quentes, daquelas que queimam a garganta como verdades a serem ditas. Corações partidos, e festas polêmicas acomp...
Minhas palavras saem da minha língua direto para os seus lábios Estou mantendo a calma enquanto você continua sorrindo Dizendo tudo o que estou pensando
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Wooyoung após sair do bar caminhou até o ponto de ônibus. As estrelas no céu se juntavam em constelações que gostava de apreciar. Ele definitivamente amava astrologia. A rua estava calma e sem resquícios de chuva, nenhum vento para bagunçar seus cabelos e nenhum barulho desnecessário. Essa sensação era ótima, final de uma sexta-feira onde tudo permanecia quieto.
Jung parou no ponto iluminado e vazio, esperando a próxima condução. Hoje ele não estava odiando andar de ônibus. Aguardava enquanto se balançava levemente, escutando as músicas que recusava transparecer que gostava, aquilo lhe dava nostalgia dos dias em que pegava ônibus após o colégio. Wooyoung nunca foi de estudar muito, vivia com a cara em livros de fantasia e qualquer coisa que se resumisse em astros e em como se comportavam, passando noites em claro assistindo documentários sobre.
Com o tempo seu hobby foi meio que se perdendo no caminho, suas vontades eram outras e uma faculdade de astrologia não estava dentro de seus planos, até porquê ter não é poder. Vindo de uma família humilde o moreno nunca teve luxos, ou coisas além do necessário e agradecia profundamente aos pais por se sacrificarem tanto por ele, mesmo que seu pai fosse rígido demais por sua sexualidade.
O ônibus parou e ele entrou, praticamente vazio. Se sentou em uma cadeira bem no fundo e aumentou a música em seus ouvidos. Os prédios passavam rapidamente pela janela assim como os pensamentos da briga há alguns minutos atrás. Chocante. San basicamente estava se desculpando por "nada" vamos dizer assim, e ele foi um merda que disse que o rapaz era maluco igual o pai. Bom, se ainda haviam chances de beijar ele de novo pode apostar que todas foram para o ralo. Não estava apaixonado, claro, mas quem iria negar um beijo daquele homem gigantesco?
Começou a pensar em formas de pedir desculpas agora, não que fosse adiantar de algo já que a merda já tinha sido feita, provavelmente isso era apenas para o seu próprio bem-estar, como um alívio. "Fiz merda mas pedi desculpas". Óbvio que seria xingado, maltratado ou nem receberia uma resposta, o fato era que pelo menos sua parte estava feita, na verdade, não ainda.
Desceu, subiu a rua e entrou em casa. Naquele ponto sua cabeça já borbulhava de tantas formas que surgiam de se desculpar com o outro como ideia, fervendo seus poucos neurônios um de cada vez. A exaustão já era algo frequente quando o assunto era Wooyoung, mas hoje parecia ser além do físico.
— Oreo... eu sou um desastre não é mesmo? — Se deitou no chão da sala após trancar a porta. O felino pulou em seu colo, recebendo um bom carinho naquele ambiente aconchegante — Falei para o Choi que ele é maluco igual o pai. Até que é engraçado se for parar para pensar — Fitava o teto enquanto explicava a situação — Oreo, por que será que esse desgraçado não sai da minha cabeça? Ele é só mais um cara com um sorrisinho idiota. Com aquelas covinhas que me faz ter um ataque cardíaco toda vez que aparecem... aquele cuzão — Esbravejou com uma carranca no rosto — Sinceramente ele mereceu, não me ligou por dias e— O gatinho o fitava como se o julgasse e Jung sentiu profundamente aquele olhar que provavelmente não tinha significado algum — Ei, não me encare desse jeito — Fez bico, suspirando em seguida — Acho que eu devo tomar um banho, amanhã de dia eu não trabalho, vou aproveitar para dormir até tarde igual todos os dias dessa semana — Se levantou após tirá-lo — Nem te contei não é? Jongho decidiu não abrir mais aos sábados — Disse enquanto andava até o banheiro logo ali, sendo seguido pelo bichano — Faz um tempo que me disse, não fique bravo, okay? — Recebeu um miado.