Um empresário provocador, e um barman esquentadinho. Mais alguns drinks e ambos sabem o que pode acontecer.
Os pares perfeitos. Bebidas quentes, daquelas que queimam a garganta como verdades a serem ditas. Corações partidos, e festas polêmicas acomp...
Amor, você é como um raio em uma garrafa Eu não posso deixar você ir agora que eu o tenho E tudo o que eu preciso é ser atingido pelo seu amor elétrico
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O pôr do sol apareceu após um dia radiante de inverno. San saiu de seu trabalho quando os tons quentes do céu já se esvaíam. Ele desceu até o estacionamento e entrou em seu carro. Afrouxou sua gravata com as pontas dos dedos e suspirou. Cansado e com fome, a ideia de ir até o restaurante japonês ainda permanecia, embora suas dores na coluna o pedissem para que fosse para casa.
Decidido ele virou a chave, e não demorou a sair de lá e entrar na avenida principal. Sua mente estava cheia, reflexiva sobre mil e um assuntos. Isso não era bom, mas não é como se um sushi fosse tirar aquilo de seu foco. Wooyoung. O rejeitou tão friamente e mesmo assim não conseguia tirá-lo da cabeça. Seu beijo não teve sentimento, o que o fez acreditar que talvez Jung não gostasse de si realmente. Ou que talvez o fato de não ter ido atrás quando pôde arruinou suas chances com o moreno.
Ao chegar no restaurante analisou brevemente a fachada avermelhada, típica de um restaurante japonês. Mas aquilo havia lhe dado tantas memórias que era dolorido entrar naquele lugar sem ela. Sua mãe sempre levava San e Mingi quando crianças. Obviamente parou quando se tornaram adolescentes, mas agora como nunca ele desejava tê-la.
O rapaz na portaria o questionou sobre uma reserva, mas ele não tinha feito. Por sorte estava sozinho e havia uma mesa disponível. Ao lado de uma janela grande, embaixo de luzes quentes e aconchegantes. O lugar era exatamente o mesmo.
— Vejo que está crescido — Um homem mais velho e grisalho se aproximou de sua mesa. Um sorriso genuíno cresceu no rosto do moreno — Você está com o que... dois metros de altura? — Rindo o mais novo se levantou e não demorou a abraçá-lo — Senti sua falta, Santiago — Brincou, dando tapinhas em suas costas.
— Me prometeu que não me chamaria mais assim — Ergueu um sobrancelha, ainda com o sorrisinho nos lábios.
— Sabe que foi mentira — Zombou.
— Aposto que a mamãe adoraria ver como está o restaurante — Tornou a olhar em volta se lembrando de cada detalhe, cada memória boa e aconchegante.
— Não mudei nadinha, por ela. Todos aqui sentimos a falta que ela faz... — Desviou o olhar — Bom, não vamos falar de coisas tristes por agora, hm? — Esfregou os olhos levemente úmidos — O que vai querer para comer? — San deu um sorrisinho como se o mandasse uma mensagem "você já sabe o que" — O de sempre não é? — O moreno assentiu — Fique aí, vou trazê-lo o melhor rolinho primavera que você já comeu!
— Obrigado, vovô — Se sentou calmamente.
— Aigoo, faz tempo que não me chamam assim. Fico feliz que tenha voltado, Santiago — Deu dois tapinhas em seu ombro, e fugindo aos passos apressados.
— Ya! Santiago não — Os outros funcionários riram pois já o conheciam e tinham conhecimento do tal apelido. Seu sorriso bobo cresceu e as bochechas já doíam. As luzes quentes acima de si trazia uma certa paz, o ambiente temático e as pessoas em volta. Tudo perfeito.