Um empresário provocador, e um barman esquentadinho. Mais alguns drinks e ambos sabem o que pode acontecer.
Os pares perfeitos. Bebidas quentes, daquelas que queimam a garganta como verdades a serem ditas. Corações partidos, e festas polêmicas acomp...
Amo te ver brilhar na noite Como o diamante que você é.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
A lua prateada iluminava o céu limpo e escuro. Vazio. Desprovido das nuvens e quase das estrelas. A música alta ainda ecoava, abafada e barulhenta. Wooyoung após assistir a cena de um de seus amigos em um estado de agonia, não conseguiu não se sentir emotivo. Ele agora estava entendendo finalmente como Song parecia amá-lo mas não tinha chances de ficar com o rapaz.
Seus joelhos se dobraram após caminhar até a calçada e se sentar ali. Em sua mão havia uma garrafa vazia, da qual nem pensou duas vezes em arremessá-la contra o asfalto deserto. O cinza escuro fora tomado pelos cacos de vidro transparente, agora espalhados por todo canto. O chão passou a brilhar em consequência e seus olhos se fixaram ali. Tinha plena consciência de que aquilo que havia escutado mais cedo de Choi não era enganação de sua própria mente. E isso era um problema.
A tela de seu celular se iluminou ao ligar para saber as horas. Uma e trinta e cinco. Aquela luz quase machucou seus olhos de tão forte. Era cedo, e ali já parecia que o clima de festa havia se esvaído assim como as nuvens do céu. "Estou apaixonado por você". Isso poderia se repetir mil vezes e Jung ainda não acreditava em nenhuma de suas palavras.
Yeosang havia lhe enviado mensagens questionando o que havia acontecido, e o motivo pelo qual saiu com pressa do quarto. Ele não respondeu. Não tinha intenção alguma em o fazer.
Seu coração parecia correr em seu peito, acelerado, dolorido. Seus dedos não se aquietavam inconscientemente, assim como seus pensamentos. A brisa que balançava os galhos das árvores trazia com ela o gelado, fazendo os pelos arrepiarem pelo contato com a carne quente. Ele se ergueu, não sabendo se voltaria ou não para dentro, visto que se voltasse tinha grandes chances de ver quem não queria. Estava estático, encarando uma mansão lotada de gente bêbada. Esse era o momento de ter uma crise existencial, por talvez só conseguir fazer isso e nada mais? Sua vida era sim rasa, e ele não havia se importado até o atual momento. Não que isso importe lá na frente, já que não era a primeira vez que se via daquela forma.
— Alô? — Disse após discar um número em seu telefone. A pessoa do outro lado atendeu, o questionando o porquê o ligava naquela hora, mas ele desviou da pergunta — Podemos... nos encontrar? — Ele havia um escape, mesmo não gostando disso.
Mas assim como San, Song Mingi não tinha para onde correr.
Dentro da casa algo esquentava. Jeong havia jurado a si mesmo que iria superar e aparentemente estava se esforçando — até demais — para isso. Seus passos lentos e tortos deixavam evidentes que o álcool estava batendo forte em si. E na cozinha, em um canto onde escutava Park Seonghwa sendo cuidadoso e preocupado o tempo todo parecia extremamente irritante.
— Acho que devia parar de beber — O mais velho, com seus cabelos puxados para trás por algum gel de péssima qualidade, o repreendia passivamente. Seria impossível dizer que ele também não estava alterado, pois estava, e isso poderia causar problemas futuros.