Os navios da casa velaryon, chegam aos poucos, a dias não vejo Rhaenyra, estou evitando a mulher a todo custo, não consigo explicar para ela algo que está bastante claro. Não podemos ter mais nada. Eu quero tanto ter ela perto, sentir sua presença e escutar sua voz novamente que é até difícil me controlar. A noite se estende e um jantar em família com os parentes que chegaram essa manhã.
Todos sentados a grande mesa, meu pai conversava constantemente, enquanto isso eu apenas tentava não olhar para Rhaenyra, sinto seu olhar sobre mim a todo instante, chego até esquecer de como respirar. Levanto a vista e vejo seus olhos vidrado ao meu, engulo em seco, a comida até estava boa, mas não consegui aproveitar muito pelo nervosismo, me tira o apetite. Meus irmãos e os filhos de Rhaenyra dançavam no salão, enquanto eu apenas observava de longe. Rhaenys, se aproxima de mim despretensiosamente.
- Olá sobrinha, está gostando? - A mulher me pergunta enquanto aprecia a dança.
- Estou sim tia. - Sorri forçado.
- Não é o que parece, está preocupada com algo?
- Eu? Não, eu só estou cansada.
- Nunca foi boa com mentiras... - De longe Rhaenyra, está com uma taça em mãos e vira tudo em um gole só, sem tirar os olhos de mim, mas dessa vez um pouco mais discreta. - A quanto tempo você e Rhaenyra, tem algo? - Meus olhos se arregalam, minha respiração acelerar, como ela sabe?
- O quê? Nós não... a senhora está enganada tia...
- Basta olhar o jeito que ela está olhando você, desde o jantar ela não tirou os olhos de você, e você não conseguiu sustentar um olhar se quer, precisa ser mais discreta garota. - Meus olhos percorrem o local e Rhaenyra, está logo ali, mais uma vez, só que dessa vez, Alicent, se aproxima dela, pelos deuses, sinto um nervosismo.
- Alicent, descobriu, esse foi o motivo pelo noivado tão recente... - confesso.
- Alicent, deve ser ciúmes, ela nunca conseguiu o que desejava com sua mãe e agora sente ciúmes por você está tendo o que ela tanto deseja. - Minhas sobrancelhas se juntam no meio de minha testa tentando entender o que ela quis dizer com aquilo, justo quando vou perguntar, não consigo pois a mulher se vai e eu continuo com um ponto de interrogação.
Sinto-me cansada, se quer conversei com Daemon, e já me retirei sem chamar atenção ou muito menos me manifestar.
Caminho pelos corredores que estavam silencioso até escutar passos logo atrás, não arrisco olhar para trás, apenas continuo andando até chegar em meu quarto, mas sinto uma mão me arrastando para seu interior e minha costa colidir com a parede de pedra.
- Rhaenyra, que faz aqui? - Estou assustada, pois a qualquer momento alguém pode parecer, principalmente Alicent.
- Por que está fugindo de mim? - Seu rosto está tão próximo que basta me inclinar para frente sentiria sua boca na minha, sinto o cheiro do vinho vindo de seus lábios, não é forte, apenas suave.
- Você sabe muito bem, estou noiva e não podemos alimentar esse sentimento... eu não posso, não mais. - Tento ser o mais firme possível com minhas palavras. Seu olhar me intimida e meus olhos entregam toda a verdade.
- Cale a boca e me escute... olhe nos meus olhos. - Seus dedos seguram minha mandíbula com agressividade e eu gosto. - Nunca minta. Eu preciso que você me diga a verdade.
- Rhaenyra... - sua mão solta minha mandíbula, seu nariz percorre a pele sensível do meu pescoço, meus curtos pelos se arrepiam com seu simples toques. - Por favor... - a mesma me puxa pela cintura colando nossos corpos com pressão, meu interior pulsa com ela tão perto, minha respiração descompassada, por mais que eu diga não, meu corpo sempre dirá sim a tudo o que ela desejar.
- Nos deixe ao menos aproveitar uma última vez, permita-se mais uma vez. - Enquanto suas palavras saem quentes de sua boca, as mãos ágeis dela levantam meu vestido com rapidez encontrando minha intimidade completamente encharcada. Minhas mãos empurram a mulher que me olha com repreensão. Ela se aproxima de mim, mais uma vez e eu me afasto. - Tem certeza de que é isso que você quer? - A saliva arranha minha garganta. - Anda, me responde! - Me aproximo lentamente beijando seu pescoço. Por um momento pensei em desistir, em deixar que esse ciclo se acabasse, mas isso seria tolice de minha parte, me privar de uma coisa que não posso evitar, por mais que eu queira, que eu tente, tudo me levará a ela.
- Me faça sua... mais uma vez! - Sinto seu cheiro doce nas minhas nariz em quanto deposito beijos em seu pescoço.
- Você é o meu céu e inferno. - Seu corpo me empurra até a cama até montar sobre o meu.
Suas mãos me liberam de meu vestido que por sinal, ela faz parcer fácil de tirá-lo. Seu corpo está sobre o meu, sem pressa, apenas nos permitindo aproveitar a nossa última noite, beijos molhados e lentos, sua palma aperta meu seio me fazendo soltar um gemido entre o beijo. Em um movimento rápido estou montada em seu colo.
- Deixe-me ir por cima. - Minha voz está ofegante. Engatio com as mãos e os joelhos ao redor de seu corpo parando bem no meio de seu rosto, seu olhar cedendo de baixo para cima, ela me faria gozar só com ele, mas quero sinto sua língua no meio das minhas pernas. Apoio minhas mãos em um travesseiro logo a frente de sua cabeça. Sento lentamente em seu rosto, seus braços agarram minhas coxas me puxando para mais perto de sua boca. Sua língua entra no meio das minhas pernas me fazendo soltar um gemido que logo é abafado com minhas mãos. Meu quadril se move sobre sua boca como se estivéssemos em uma dança sexual, sinto que a qualquer momento posso me derreter em sua boca, meu corpo não obedece aos meus comandos, sinto mais uma das prazerosas vezes o orgasmos vindo, descanso um pouco na posição, mas Rhaenyra, não para, me sugando com mais força, seus braços apertam minhas coxas com agressividade, não me deixando sair do prazer. minha mão vai até sua cabeça apertando seus fios com desejo.
- Ah... Amor... - Sua boca diminui os movimentos, indo com mais cautela, parando com beijos longos e outros curtos. Saio de cima dela, sua língua dança sobre a minha, meu gosto ainda está presente em sua boca, a cada mordida nos seus lábios inferiores, pequenos gemidos escapam dos mesmo.
- Talvez eu nunca mais tenha a chance de dizer... mas eu preciso... - Suas mãos estão em minhas costas, acariciando e minha boca em seu pescoço, beijando e sentindo seu aroma. - Eu estou completamente apaixonada e que os deuses nos cartigem por isso, mas eu não consigo esconder o quão grande é o amor que estou sentindo...
- Daenerys... - Corto a mulher.
- Por favor, deixe-me falar, eu sei que talvez você não corresponda a esse sentimento, eu te entendo, e sei que talvez você pense que isso é uma fase e que estou muito nova para isso, mas essa é a mais pura e singela verdade... eu a amo e tudo o que eu poder fazer por você, eu faria, sempre terá a minha lealdade, mesmo que não seja do jeito que você e eu desejamos, mas eu sempre cuidarei de você, assim como você cuidou de mim... - Seguro as lágrimas nos olhos, não posso me dar por vencida.
- Daenerys, eu achei que nunca fosse dizer isso... - ela sorri e seus olhos estão brilhando, lágrimas de alegria. - Eu também a amo, e juro, sempre vou estar com você, por favor, deixe-me cuidar de você, mesmo que seja de longe. - Assenti sentindo meu coração acelerar, eu não era a única, o medo mais profundo é não ser correspondido, mas agora sei que esse amor foi sim correspondido por ela.
Beijo seus lábios com precisão, essa noite me fará esquecer as outras em que Rhaenyra, não estará aquecendo minha cama como antes.
