Jantar em família

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Caminhando pela praia, sinto a brisa suave do mar acariciar meu rosto. O sol brilha intensamente, refletindo nas ondas que dançam à minha frente. O som das ondas quebrando na costa é como uma música relaxante, me fazendo esquecer de todas as preocupações.

Enquanto caminho, encontro conchinhas e pequenas pedras na areia, cada uma contando sua própria história. Pego algumas na mão, admirando suas formas únicas. O cheiro do sal no ar é revigorante.

Ao longe, vejo as crianças brincando e construindo castelos de areia, suas risadas ecoando como música. Isso me faz lembrar dos meus próprios momentos na praia, repletos de alegria. Em poucos passos estou diante das crianças.

— Mãe, vem brincar com a gente! — Luke, está com o rosto sujo de areia e Visenya, não está diferente dele.

— Minha idade para fazer castelos de areia já passou, podem aproveitar. — Sorri para o mesmo que tem uma pequena janelinha no sorriso.

— A princesa deveria ser menos amargurada e ir brincar com as crianças. — A voz me é semelhante, mas apenas confirmo quando me viro e tenho a certeza de quem é.

— Mysaria! Que surpresa agradável... — Abracei a mesma. — O que faz aqui?

— Vim para privilegiar o casamento da realeza. — A mulher responde. Agora tudo está levando a esse maldito casamento. — Daemon, me convidou e eu não quis perder a oportunidade de vim para ver você novamente.

— Fico feliz com a sua presença e espero que esteja sendo bem recebida. — Minhas palavras são sinceras.

— Como vai a vida da viúva mais desejada de westeros? — Se ela soubesse da metade, ficaria de queixo caído.

— Uh, não sabia desse detalhe. — Nossos passos nos levam para longe das crianças.

— Não seja modesta, quem não desejaria você? Apesar de ser carrancuda o tempo todo com os demais, você é um doce com quem está ao seu lado. — Reviro os olhos, talvez ela tenha razão, mas não está nos meus planos casar-me novamente.

— Já fugi de uma tempestade, não pretendo entrar em outra.

Era bom ter alguém para compartilhar certos assuntos, mysaria, sabia ouvir e tinha conselhos sabios.

A noite chegou e mais uma vez estou sentada ao lado de meu pai no banquete. Não estou tão tensa como a noite passada, dessa vez deixo com que Daenerys, respire sossegada, Rhaenys está ao meu lado direito, muito sorridente com a briguinha dos seus netos.

— Rhaenyra, hoje está mais solta, podemos saber o motivo? — Meu pai, como sempre me colocando nas conversas.

— Tem sim papai, muitos motivos. — Sorri.

— Não me diga que está apaixonada sobrinha. — Tia Rhaenys, arqueia uma sobrancelha.

— Está claro que sim, prima. — Daemon, como sempre provocando.

— Se sim ou se não, não fará diferença alguma, pois as estrelas da noite é os noivos. — Pisquei para Daenerys que cora no mesmo instante.

— Bom, com todo, eu quero expressar minhas mais sinceras alegria com este noivado! — Alicent, no modo automático Rhaenys e eu soltamos uma lufada de ar.

— Alimária... — Escuto o sussurro que apenas eu escuro, Rhaenys, me faz soltar uma pequena risada que logo contenho tentando não chamar atenção. Tentativa falha.

— Tem alguma coisa a desejar aos noivos, Rhaenys? Ou até mesmo você, Rhaenyra! — Alicent, é afrontosa.

— Por favor, faça as honras, você é a causadora do noivado, deve estar realmente muito feliz com isso. — Rhaenys, retruca, e nossa, como isso é bom de se ouvir. Rhaenys, sempre muito sutil. A mesma me olha e eu assenti, sorri em agradecimento.

O clima pesou, Alicent, sempre com sua pouca inteligência, não sabe se quer voltar ao assunto, mas meu pai faz isso por ela. Vez ou outra meus olhos se juntam com de Daenerys, sinto falta dela próxima de mim. Seu sorriso é tão encantador, suas bochechas rosadas e cabelos totalmente soltos traz uma exercia de pureza.

— E os seus filhos Rhaenyra, já estão de casamentos arranjados? — Será que ela não cansa de ser inconveniente?

— Até então não, essa escolha não será minha, mas sim deles, decidi que não irei obrigá-los a casar-se, além do mais, eles são crianças.

— Eu concordo plenamente sobrinha, Visenya, é uma pequena guerreira, só está li faltando a espada. — Daemon, protetor com Visenya, isso sempre. — Não deve casar-se agora, só daqui a alguns séculos. — Isso faz as crianças gargalharem. — Irei treina-la para ser uma boa guerreira montada em seu dragão, todos temeram você. — A garota sorri genuinamente para o tio.

— Não coloque ideias cabeça dela, ela é teimosa igual a você quando criança. — Meu pai murmurar.

— Eu concordo, Visenya é um tanto... — Rhaenys, olha para Aemond. — Feroz!

Entre farpas e demonstra de afeto, a noite vai chegando ao fim, com todos se retirando aos poucos, as crianças foram os primeiros a saírem, verifiquei se estariam todos em seus aposentos, caminho em passos longos até porta do quarto de Daenerys, sinto uma vontade tremenda de abrir a porta e vê-la novamente, mas sou contida por meu orgulho. Assim retorno ao meu quarto.

Fogo e SangueOnde histórias criam vida. Descubra agora