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Capítulo 8 - SAM POV

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O cheiro dele é tão bom... doce...

Ele fica tão fofo com essa roupa: tênis esportivo, calça jeans e uma camisa azul claro de manga curta, com o logo da Auto RM estampado no bolso do lado direito do peito. Deve ser o uniforme padrão da loja, que, aliás, fica um pouco grande nele. Só faltou um bonezinho azul para combinar.

Assim que meus lábios tocam seu pescoço, o corpo todo dele se arrepia, e eu sinto uma vontade quase incontrolável de mordê-lo. Quero fazê-lo gemer e... gritar. Aperto sua cintura, puxando-o contra meu corpo, enquanto traço uma trilha de beijos pelo seu pescoço.

— Você... — Felix arfa, com as mãos apoiadas em meus ombros, onde sinto uma leve pressão, talvez numa tentativa falha de me afastar. — Você disse que queria conversar...

— Mas nós estamos conversando.

Roço meus lábios nos dele e ele fecha os olhos, deixando a boca entreaberta. É um tanto tentador, mas não quero dar o primeiro passo dessa vez. Quando Felix me beijou ontem à noite foi tão intenso que só me faz pensar no quão ardente ele ainda pode ser.

— Sam... — Ele sussurra, sua voz rouca e profunda me causa arrepios pelo corpo todo.

Respondo com um gemido manhoso, lutando contra todos os meus desejos. Sua mão sobe pelo meu pescoço, seus dedos adentram meu cabelo com agressividade, me fazendo soltar outro gemido, quase implorando para que me beija. Ele fecha os olhos, da uma leve mordida no meu lábio inferior, e enfim, me beija. Um beijo feroz e desesperado.

— A porta... — ele hesita, ao perceber que estou desabotoando sua camisa.

— Está trancada. — minto.

Espero que me perdoe pelo que vai acontecer, mas considerando o jeito que está excitado, talvez goste tanto quanto eu.

Ao terminar de desabotoar sua camisa, percebo um distanciamento no olhar de Felix; seu corpo está presente, mas a mente parece distante. Apesar da ousadia, não dá para negar que Felix tem um senso de responsabilidade pela forma como olhou o celular quando o chamei para "conversar". Deve estar preocupado com o trabalho, e isso me deixa um pouco irritado. Odeio que pense em outra coisa quando justo eu estou bem à sua frente.

— Ah... — ele geme, um som rouco e sôfrego em resposta à beliscada forte que dou em seu mamilo.

— Você não estava prestando atenção em mim, loirinho.

Seu olhar volta para mim, os olhos brilhando com lágrimas que se acumulam ali por causa do que acabei de fazer. Mas, longe de querer parar, parece que ele me implora por mais. Ele gosta da dor...

Porra! Cadê você Hyunjin?

Volto a beijá-lo, e apesar de impaciente, ele segue meu ritmo calmo e suave. Minhas mãos exploram seu corpo com a camisa aberta, tenho total acesso a ele agora. Acaricio-o enquanto ele arfa e estremece durante o beijo. Seu abdômen se contrai com o toque sutil dos meus dedos, e é tão satisfatório sentir a forma como ele responde a mim tão facilmente, que não consigo conter o sorriso quando paro de beijá-lo.

— Você é muito sensível, loirinho. — sussurro em seu ouvido. — Se continuar assim, vai acabar gozando antes de sentir meu pau dentro de você.

Toda a sua feição muda em questão de segundos; Felix vai de presa a predador. Com as mãos na minha cintura, junta nossos corpos novamente. Ele fica na ponta dos pés para alcançar minha boca e, então, me beija. Aquele mesmo beijo feroz e violento que me deixa excitado pra caralho!

Nossos corpos se chocam contra as paredes do escritório com agressividade, nossas mãos bobas passeiam por todo lugar, sem saber se tiramos a roupa, nos apalpamos ou só nos beijamos. Batemos contra uma estante e escuto o estrondo de alguns objetos caindo no chão, mas não paramos. Chegamos próximo à mesa e, com um único movimento, paro de beijá-lo para jogar toda a papelada no chão.

Samlixjin - Fast & FuriousHistórias para pegar e não largar. Descubra agora