Quinta-feira, já se passaram dois dias desde que tudo aquilo aconteceu. Desde então, não recebi mais mensagens do Changbin-hyung, ou do Sam ou pedidos da oficina do Hyunjin. E trabalhar na loja se tornou tão habitual, que nem parece mais um disfarce. Os outros funcionários começaram a gostar de mim com o tempo, e o Namjoon só falta me chamar de filho. Eles são pessoas legais, não é atoa que o Capitão Bang indicou esse lugar. Todos se importam comigo e eu me sinto até mal as vezes, por mentir sobre quem eu sou e meus verdadeiros motivos de estar aqui.
Depois de fazer duas entregas, ainda de manhã, eu estava voltando para a loja, quando escuto a sirene de uma viatura logo atrás de mim. Olho pelo retrovisor e ele faz sinal para que eu encoste. Estaciono a camionete, dois homens fardados descem da viatura e se aproximam. São da polícia local e um deles está armado com uma M16 em mãos.
— Sai do carro. — ordena o mais baixo, porém ainda mais alto que eu, forte e desarmado.
— Alguma coisa errada, senhor? — pergunto, já me retirando do veículo.
— Mãos na parede, onde eu possa ver!
Oi? Do nada?
Tento manter a calma, até porquê não fiz nada de errado, mesmo assim meu coração martela no peito. Faço o que ele manda, até porque o outro policial está apontando a M16 para mim. Coloco as mãos acima da cabeça e caminho cautelosamente até o muro mais próximo. Apoio as duas mãos na parede áspera, abaixo a cabeça e abro as pernas. Só pra perturbar, o policial armado chuta meus pés para que eu os afaste mais.
Porra, é sério?
Quem são esses caras?
Eles não devem saber quem eu sou, e por precaução, não fico andando por aí com o distintivo. O mais baixo começa a me revistar, e não é com apalpadas, é com tapas. Mas que filho da puta! Tanto policial de boa, e os caras que me param são justo os mais cuzões. Ele pega meu celular no bolso direito da calça e a carteira no bolso esquerdo.
— Lee Felix — diz, deve ter achado minha identidade falsa — Australiano...
Há um momento de silêncio. Imagino que esteja procurando minha ficha no tablet. O que me faz ficar ansioso porque nessa identidade eu sou mesmo fichado. Mas estou com o uniforme da loja, estava na camionete da loja, é óbvio que estou trabalhando honestamente como qualquer outro cidadão comum. Vai ficar tudo bem.
— Algema ele!
Quê?
Nem tenho tempo de me virar. O policial armado deixa a M16 pendurada sobre o ombro e puxa minhas mãos para trás, algemando meus pulsos. A dor dos pulsos presos me faz cerrar os dentes.
— Ei! — Tento resistir, mas o cara além de ser mais alto, é mais forte e com as mãos algemadas fica ainda mais difícil. — Espera!
Ele praticamente me arrasta até a viatura, me joga no banco de trás e bate a porta. Meu ombro dói com o impacto.
— Por que estão fazendo isso? — pergunto logo que eles entram no carro, a voz trêmula.
Ficam em silêncio.
Eles não vão dizer nada, eu também não falaria nada. Geralmente nunca dizemos nada nessa situação, até porque o culpado sempre sabe o que fez. Só que eu não fiz nada! E não é como se eu pudesse simplesmente dizer que sou um agente da Unidade de Operações Especiais disfarçado. Existe toda uma burocracia na UOE em missões de disfarce, eu preciso esconder minha identidade até das autoridades. A menos que seja caso de vida ou morte, sem contar que não tenho como provar isso agora, e esses dois não parecem ser do tipo que facilitam as coisas.
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Samlixjin - Fast & Furious
FanfictionOnde Felix é um policial disfarçado na missão de investigar Hwang Hyunjin, ex presidiário que agora é campeão de rachas ilegais. Só não esperava que o criminoso tivesse um irmão gêmeo Sam Hwang.
