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Capítulo 13 - HYUNJIN POV

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Garoto arrogante!

Não consigo parar de pensar nele desde aquele dia no beco. O jeito que ele sempre me olha, como se estivesse pronto para um confronto, me deixou completamente fora de mim. Eu não fazia ideia de que era o Felix. Se soubesse, talvez tivesse hesitado antes de jogá-lo contra a parede com tanta força. Talvez. Mas agora, a dúvida me corrói: será que o machuquei? Por que ele tem que ser tão frágil?

Foda-se! Não me importo.

Mas o que ele estava fazendo na minha oficina àquela hora da madrugada, afinal? O que queria?

Giro a chave de ignição e o som pesado de "The Downfall of Us All" do A Day to Remember explode nos alto-falantes, preenchendo o interior do carro. Sigo as instruções do GPS, com o caminho se desenrolando diante de mim em direção à Corrida de Guerra.

Só de pensar que vou ter que encarar aquele loiro metido de novo, meu sangue ferve.

Para ser sincero, nem sei por que ele me irrita tanto. Não sou do tipo que se irrita fácil. Poucas coisas além do meu irmão conseguem realmente me tirar do sério. Mas aquele loirinho oxigenado... Ele me atinge de um jeito que não entendo e nem faz sentido.

Por um momento, quase me convenci de que Felix não poderia ser policial. Seria muito descuido da parte de um policial se envolver com o sádico do meu irmão. Além do mais, o Felix é todo desajeitado, pequeno e magricela. Parece improvável que alguém assim esteja tentando me pegar.

Ainda assim, a ideia dele estar apenas bisbilhotando o que estou fazendo com meu carro antes da corrida é... decepcionante. Se ele for cana, o que estou sentindo é raiva ou decepção?

Argh! Quanto mais penso nele, mais ele me irrita!

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O GPS – com uma voz feminina artificial – informa que cheguei ao destino, mas não vejo ninguém. O lugar ao meu redor é vasto e desolado, um mar de areia que se estende até onde meus olhos podem alcançar. O céu noturno está livre de estrelas, como se até a luz tivesse abandonado esse lugar. É por volta das 21h, e as únicas fontes de iluminação são algumas tochas, fincadas na areia, que lançam sombras dançantes sobre as marcas de pneus, criando uma trilha tortuosa que se perde na escuridão.

Sigo a trilha, e não tardo a avistar arcos de fogo, construídos com estruturas de metal robustas, alimentados por combustível, criando chamas intensas que formam um grande anel de fogo. Imagino que os carros devem passar por dentro desses arcos, uma manobra que exige certa precisão por parte do piloto, qualquer milímetro mal calculado, resulta em um carro sendo totalmente engolido pelas chamas.

Meu irmão me falou algumas coisas sobre a corrida de guerra: as pistas são projetadas para testar nossos limites, e todos os anos, pelo menos um não sai vivo, ou sai muito machucado.

A trilha serpenteia através de dunas conforme adentro o deserto, a areia fina levanta nuvens de poeira ao menor toque das rodas do meu Dodge Challenger. E logo avisto outros carros, pessoas e as diferentes pistas de corrida.

Antes de estacionar, aproveito que sou um dos primeiros a chegar para dar uma olhada na extensão e obstáculos das pistas.

São três modalidades: A corrida de 10 segundos; Drifting; e a grande Corrida de Guerra.

Meu irmão vai competir na corrida de 10 segundos, uma pista de mais ou menos 400 metros em linha reta, sem obstáculos – exceto pela rampa que leva direto a um único arco de fogo que sinaliza a linha de chegada – o primeiro a passar pelo arco, é o vencedor.

Samlixjin - Fast & FuriousHistórias para pegar e não largar. Descubra agora