Capítulo 16

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Dentro desse cenário que ele contava para ela tudo que fez de reformas na casa, ele aproveitou e disse pra ela que se ela quisesse mudar algo ali na casa, que ela poderia falar.

Aproveitando o clima onde ele estava ali "mostrando" suas habilidades, ela também pega o celular para mostrar pra ele a reforma que havia feito no seu quarto no Brasil, 1 ano antes de se mudar para os Estados Unidos.

Ela, na época tinha voltado para a casa dos pais, após uma "falência" na empresa em que era sócia. (Essa história ela conta em detalhes em seu livro: Putz, Quarentei").

Foi um período muito difícil, aceitar que estava menos 250 mil reais negativa no banco e ter que pedir ajuda. Ela era orgulhosa demais, mas não tinha outra saída.

A casa dos pais era o local mais "seguro" emocionalmente pra ela, naquele momento.

Aquele era o seu mesmo quarto, desde os 7 anos de idade, agora com trinta e poucos anos, ela precisava ressignificar.

Após passar o período das dívidas, o primeiro dinheiro que ela ganhou foi para investir nessa reforma.

Logo que se mudou só tinha a cama e umas araras de loja que a sua mãe emprestou, para ela colocar as suas roupas. O restante ela guardava em caixas organizadoras, aquelas de plástico transparentes.

Quarto bagunçado, atrai vida bagunçada e ela precisava dar um jeito nisso.

Pois bem, no Carnaval daquele ano ela recrutou: mãe, tias, tio e pai para ajudar. Cada um tinha uma função.

Em 6 dias estava tudo pronto.

Ela contou toda feliz essa história para ele. Estavam ali sentados no sofá da sala, um sofá cinza chumbo em formato "L" e era só para mostrar algumas fotos, mas parece que tinha algo mais ali naquela sala. Os dois corpos parece que tinham a necessidade do toque. 

Pareciam dois adolescentes mostrando algo um para o outro só para poder tocar no braço do outro e sentir aqueel arrepio, frio na barriga e o olho no olho.

Dores que transformam - um diário de autodescobertaOnde histórias criam vida. Descubra agora