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Sofia Santino

Como eu iria com meu carro para o apê de Lusca, ofereci uma carona para o Caick e aqui estou eu, na porta de um viado em pleno sábado.

- Oi, Caick! - chamei ao tocar a campainha do apartamento dele. A ansiedade pulsava dentro de mim. Era apenas uma noite de jogos, mas eu sabia que tinha algo a mais no ar.

A porta se abriu, e ele apareceu com aquele sorriso que sempre me deixava mais relaxada.

- Sofia! Pronta para a noite? - perguntou, segurando algumas caixas de jogos de tabuleiro e uma garrafa de vinho.

- Sempre! - respondi, tentando esconder a agitação que crescia dentro de mim.

Enquanto entrava no apartamento, olhei ao redor. O lugar estava decorado de forma descontraída, com algumas fotos nossas e de outros amigos na parede e cd's da Taylor Swift. Era um ambiente perfeito para um gay sentimental.

- Vamos? - Caick perguntou, pegando suas chaves.

- Sim, mas... - hesitei por um momento. Era agora ou nunca. - Tem algo que eu preciso te contar antes de irmos, até porquê preciso da sua ajuda.

Ele virou-se para mim, curioso.

- O que aconteceu?

- Bom... - respirei fundo antes de continuar. - Lembra da noite passada na boate? Eu e a Duda nos beijamos.

O olhar dele mudou instantaneamente, como se estivesse processando a informação.

- O que! Sério? - ele disse, surpreso. - E como você se sente sobre isso?

- Eu não sei! - confessei, passando as mãos pelos cabelos. - Foi intenso e tudo mais, mas também me deixou confusa. Eu gosto dela, é minha melhor amiga. Mas porra... ela saiu toda nervosa do meu apartamento hoje de manhã e não respodeu minhas mensagens até agora.

Caick me observou por um momento, como se estivesse avaliando minhas palavras.

- Eu entendo. É complicado quando sentimentos entram em jogo de sapatonas. -rimos juntos. Mas você precisa ser honesta consigo mesma e com ela.

- É isso que eu estou pensando! - exclamei. - Mas e se ela achar que isso vai estragar nossa amizade?

- Às vezes é preciso arriscar para descobrir o que realmente sentimos - ele respondeu com um sorriso encorajador. - Olha só, vamos aproveitar a noite e pensar nisso depois. O importante é que você esteja confortável com suas escolhas.

-Não acredito que decorou a fala daquele filme ruim. -finjo estar indignada.

-Dá próxima nem vou te ouvir também postitruta.

-Postitruta eu que falo. -reviro os olhos. - Mas pela primeira vez você está certo! Vamos aproveitar essa noite e deixar as coisas fluírem - sorri, sentindo-me mais leve.

Saímos do apartamento juntos, prontos para a noite cheia de risadas e jogos da mansão hype. Enquanto caminhávamos até o estacionamento do prédio, meu coração batia acelerado não apenas pela expectativa da noite, mas também pela possibilidade de falar com Doarda.

Entre sonhos e realidades - Soarda Histórias para pegar e não largar. Descubra agora