Insegurança

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Não houve tempo de reação até sentir o peso sobre o meu corpo e os lábios tomando os meus com tanta fome e propriedade. Os dedos finos puxam, alisam e assanham os meus cabelos, na mesma proporção que enlouqueço ante a urgência de Sakura.

Sem largar a sua boca, encaixo-a melhor no pequeno espaço entre eu e o volante, mas ela não parece desconfortável e rebola em cima da minha ereção, que fisga com o desejo de tê-la para mim. E mais do que isso, a Uchiha parece compartilhar do mesmo sentimento, já que me agarra tão possessivamente, como se temesse que eu escapasse pelos seus dedos, o que não possuo a mínima vontade de fazer e isso me preenche de vaidade.

Seguro a sua nuca com firmeza e retribuo com paixão tudo o que estou recebendo. Não sou um homem de intensidade, mas Sakura exige tudo o que posso entregar e o faço sem hesitação, pois a vontade vem naturalmente.

Minha canhota desce da sua cintura para o quadril e aperto a carne com vontade, exatamente como quis fazer na noite anterior. Como resultado, ela geme na minha boca, deixando-me muito satisfeito ao proporcionar esse prazer. Aperto novamente, e ela, em resposta, enlaça o meu pescoço com os dois braços e, usando desse apoio, minha destra desce lateralmente até a sua outra banda, apalpando com o mesmo empenho anterior e pressionando o seu corpo ainda mais contra o meu.

"Ah, como é gostoso esse contato!"

Meu pau deve estar bem inchado, porque sinto a fisgada doer e simulo uma estocada de baixo para cima inconscientemente, buscando o alívio.

Um carro dá uma buzinada longa nos assustando e, consequentemente, afastando as nossas bocas. Aproveito para sorver o oxigênio escasso, assim como percebo que ela faz.

Encaro a escuridão da rua ao perceber que foi apenas um idiota que nos assustou. Porém, não deixo de raciocinar que aqui não é lugar para isso. A mulher em meu colo sorri quando aperto as suas coxas — entre a razão de parar o que estamos fazendo e a emoção de continuar por ser tão excitante — e encosta a testa na minha, recuperando o fôlego enquanto os olhos estão fechados. Suas mãos deixam o meu pescoço e cobrem a lateral do meu rosto. Em seguida, ela me dá um selinho na ponta do nariz, num gesto regado de carinho. Sakura abre os olhos.

— Me segurei enquanto pude, não conseguia mais resistir. — Com uma graça que poucas mulheres possuem, sorri. — Não me desculparei por te atacar, foi muito bom.

Minhas mãos que estão pousadas nas suas coxas, cobertas pela calça de tecido preto, deslizam até a cintura e devo estar fazendo uma cara de otário, porque o sorriso dela alarga um pouco mais.

— Eu também não irei me desculpar por ter aproveitado.

— Kakashi, você só tem a cara de quieto — diz, deslizando um dedo pela minha bochecha, pescoço e torso, até chegar ao cós da minha calça e, consequentemente, a milímetros da minha ereção, fazendo-me ofegar. Ela para a sua mão espalmada no meu abdômen, sem desviar as belas esmeraldas de mim. Estou enfeitiçado por Sakura. — Mas é bem safadinho.

"Se ela soubesse o tipo de literatura que ando lendo, saberia o tarado que desejo ser."

— Acha isso ruim? — pergunto, aproximando o meu rosto do seu e capturando os seus lábios, quase salivando quando a diaba fricciona a sua calça na minha, ao mesmo tempo que massageia a sua intimidade no meu pau já duro.

Não sei de onde saiu tanta audácia da minha parte, mas gosto de ver em suas expressões que ela está se divertindo. O sorriso safado que me oferta quase me faz gozar.

— De maneira alguma... — Com a sua língua, ela passeia pelo meu rosto e lambe o meu ouvido, arrepiando toda a minha pele. — Vou adorar conhecer mais esse seu lado.

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