Capítulo 2: O Vermelho como Sangue.

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Inverness, Entre 21 e 23 de Agosto de 1943

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Inverness, Entre 21 e 23 de Agosto de 1943.

À medida que a carruagem se aproximava dos portões imponentes da Mansão Everwyk, Tom Riddle, em silêncio, observava a construção que surgia em meio à neblina densa e ao crepúsculo abafado daquela manhã. Flanqueado por Abraxas Malfoy e Cormac Avery — sendo estes os responsáveis por convencê-lo a acompanhá-los até aquela estranha propriedade —, manteve-se estoico, mas não pôde ignorar o peso que emanava do lugar. A própria atmosfera ao redor parecia tensa, contida, como se a presença ancestral daquela família dominasse o ar, exigindo obediência mesmo dos elementos mais indomáveis da natureza.

A mansão Everwyk erguia-se imponente, uma estrutura sombria e de vastidão assombrosa, cuja fachada parecia pairar sobre o solo coberto de musgo e folhas caídas, como um monumento gótico dedicado aos segredos mais antigos e obscuros. As janelas, estreitas e profundas, pareciam olhos vigilantes e insondáveis, espreitando qualquer um que ousasse cruzar seus domínios. Ao lado da entrada principal, um lago negro refletia a construção com precisão sombria, as águas tão imóveis quanto um espelho amaldiçoado. Era impossível discernir o que se ocultava nas profundezas daquele lago sombrio, cuja superfície translúcida se estendia até uma árvore imponente, de folhas escuras e galhos contorcidos que pareciam garras prestes a descer sobre quem se aproximava.

Estátuas enigmáticas adornavam o extenso jardim, que circundava a entrada principal como guardiões petrificados de tempos passados. Figuras de mármore e granito, representando figuras místicas e personagens que pareciam extraídos de antigas lendas, olhavam com expressões severas e intencionais. Tom analisava aquelas figuras — algumas dotadas de semblantes angelicais, enquanto outras mantinham expressões grotescas e ameaçadoras, como se advertissem que qualquer intruso pagaria um alto preço por sua ousadia.

Apesar de toda a escuridão que envolvia o local, era inegável o luxo da propriedade. Detalhes em ouro adornavam os portões de ferro, e as portas de madeira pesada exibiam ornamentos intricados, esculpidos com habilidade requintada, um trabalho meticuloso que atestava o prestígio e o poder de tal casa. A imponência da arquitetura não deixava dúvidas: aquela era uma família que conhecia o próprio valor, e o revelava em cada pedra, cada detalhe esculpido com precisão impecável. Os Everwyk possuíam mais do que riquezas; possuíam uma linhagem e uma história que pareciam eternas, como se o próprio tempo houvesse sido moldado em seus interesses.

Tom permaneceu em silêncio, absorvendo cada detalhe. Não era a primeira vez que via luxos como aquele, o que lhe chamava a atenção, no entanto, era o ar sombrio e intocável que pairava sobre a mansão. Não era um local que buscava impressionar — ao contrário, ele parecia repelir o olhar, como se cada uma de suas paredes guardasse segredos tão antigos e sórdidos que se recusavam a ser expostos à luz.

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