Capitulo 9

205 15 2
                                        

Madelyn audore

Mas que diabos? Pra que ele gritou daquele jeito?

Sem querer irritar o cara — afinal, é cliente —, praticamente corro até a mesa.

— Sim, senhor William?

Ele parece prestes a falar ou fazer alguma coisa, mas engole em seco e só diz:

— A conta, por favor.

Assinto e vou direto pro balcão. Faço a conta rapidinho e volto até ele.

— Senhor, ficou 15 dólares.

Ele me entrega o dinheiro e vai embora. Achei estranho, mas deixei pra lá. Só queria que o dia acabasse logo pra eu sair e me divertir por aí.

 Só queria que o dia acabasse logo pra eu sair e me divertir por aí

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Dá 17h em ponto. Finalmente, meu turno terminou! Tiro o uniforme e coloco uma meia-calça preta, um vestido curtinho até a coxa, botas de cano alto, um blazer longo preto e alguns acessórios dourados.

Saio de casa e vou dar uma volta até um restaurante qualquer, mas... tô sentindo uma coisa esquisita...

Observada?

É, talvez. Mas foda-se essa sensação de estar sendo vigiada. Quem tiver me olhando que morra me olhando, já passei por coisa bem pior.

O caminho é meio longo, mas eu amo andar à noite. Vai que aparece um assassino gostoso pra me levar embora, né?

Dou uma risadinha e encaro a estrada à frente — e dou de cara com a Duda.

— Duda! Onde você se enfiou esse tempo todo? Já faz uns três meses que não te vejo!

— Oie! Ah, amiga... o trabalho tá puxado, acho que você entende, né?

Não, não entendo. Mas nunca contei nada pra ela, e nem posso. Mesmo confiando nela de olhos fechados, é arriscado demais.

— Sim, amiga, entendo super.

— Enfim, pra onde você tá indo toda montada assim? A última vez que te vi de vestido foi naquele bar, semana passada. Mas você sumiu rapidinho!

Dou risada e respondo:

— Um barzinho parecido com aquele da outra vez, sabe? Minha vida tá um tédio.

Sabor PerigoOnde histórias criam vida. Descubra agora