"- Porra, eu não deveria querer tirar sua roupa agora mesmo, devia? - ele sussurra
- Meu medo te excita, Willy?
- Oh querida, não imagina quanto."
𝒰m amor proibido, entre duas pessoas proibidas.
ℳadelyn Audore, uma assassina famosa, em toda a Amé...
Sem querer irritar o cara — afinal, é cliente —, praticamente corro até a mesa.
— Sim, senhor William?
Ele parece prestes a falar ou fazer alguma coisa, mas engole em seco e só diz:
— A conta, por favor.
Assinto e vou direto pro balcão. Faço a conta rapidinho e volto até ele.
— Senhor, ficou 15 dólares.
Ele me entrega o dinheiro e vai embora. Achei estranho, mas deixei pra lá. Só queria que o dia acabasse logo pra eu sair e me divertir por aí.
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Dá 17h em ponto. Finalmente, meu turno terminou! Tiro o uniforme e coloco uma meia-calça preta, um vestido curtinho até a coxa, botas de cano alto, um blazer longo preto e alguns acessórios dourados.
Saio de casa e vou dar uma volta até um restaurante qualquer, mas... tô sentindo uma coisa esquisita...
Observada?
É, talvez. Mas foda-se essa sensação de estar sendo vigiada. Quem tiver me olhando que morra me olhando, já passei por coisa bem pior.
O caminho é meio longo, mas eu amo andar à noite. Vai que aparece um assassino gostoso pra me levar embora, né?
Dou uma risadinha e encaro a estrada à frente — e dou de cara com a Duda.
— Duda! Onde você se enfiou esse tempo todo? Já faz uns três meses que não te vejo!
— Oie! Ah, amiga... o trabalho tá puxado, acho que você entende, né?
Não, não entendo. Mas nunca contei nada pra ela, e nem posso. Mesmo confiando nela de olhos fechados, é arriscado demais.
— Sim, amiga, entendo super.
— Enfim, pra onde você tá indo toda montada assim? A última vez que te vi de vestido foi naquele bar, semana passada. Mas você sumiu rapidinho!
Dou risada e respondo:
— Um barzinho parecido com aquele da outra vez, sabe? Minha vida tá um tédio.