"- Porra, eu não deveria querer tirar sua roupa agora mesmo, devia? - ele sussurra
- Meu medo te excita, Willy?
- Oh querida, não imagina quanto."
𝒰m amor proibido, entre duas pessoas proibidas.
ℳadelyn Audore, uma assassina famosa, em toda a Amé...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
"See my future in your eyes So don't tell me that you're leaving me Don't leave me, baby Don't leave me (yeah) Nothing but fear, yeah" - HOURS LOST - Chase Atlantic
Madelyn Audore
— Porra, e que se foda quem ousar tentar me dar um comprimido pra ela. — murmuro, meio a um suspiro quebrado.
Consigo sentir o canto de sua boca se curvar e seus olhos se fecharem, fechando o contacto em que se mantinham com os meus.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Acordo com o toque frenético de mensagens em meu celular — meu chefe.
Meus olhos percorreram a tela de meu celular — as horas marcavam 09:46 da manhã , lembro ter ido dormir tarde ontem , mas costumava acordar mais cedo.
Percorro a foto de william e a pequena linha no limite de baixo do celular , puxando-a para cima e encontrando oque menos esperava.
Noticias. Noticias com meu nome estampado na capa.
Meu cérebro percorre por mil pensamentos enquanto minha mão encontra as costas do homem a meu lado, chacoalhando seu corpo semi-nu.
— William, acorda é urgente — insisto, vendo a estatura se sentar com preguiça na cama, encontrando meu celular.
Rodo a página com mãos trémulas, encontrando um vídeo.
Alguém havia me filmado levando o corpo homem morto do ultimo trabalho.
— E agora? — pergunto, mas talvez seja apenas para mim mesma, William me responde com a voz fria.
— Veste uma roupa preta e coloca uma arma na cintura, vamos fugir daqui, amor — Sua expressão serena não combinava com a tensão em suas cordas vocais.
Mas mesmo assim, eu o faço, coloco um moletom preto para casos de frio e um casaco — Eu visto-o como quem se protege do mundo.
O couro escuro encosta em minha pele e me arrepia no primeiro segundo, frio, quase gélido em relação ao calor da adrenalina.
Fecho o zíper devagar, ouvindo o som metálico subir, como se estivesse selando algo que não quero que escape.
O peso cai sobre meus ombros e me endireita sem pedir.
As mangas me engolem um pouco, escondem minhas mãos, o que me conforta.
O material vai aquecendo aos poucos, aprendendo o meu corpo, dobrando onde eu dobro. Ele guarda meu calor como um segredo.
Quando olho meu reflexo, pareço mais firme do que me sinto. O preto brilha baixo, discreto, como se tivesse sua própria noite. Lá fora, o mundo continua barulhento, invasivo. Aqui dentro, envolta nesse casaco, eu viro fronteira. Nada entra fácil.
Uma calça flare preta com lavagem ligeiramente mais clara toca na pele de minhas calças, e o capuz do moletom cobre meu cabelo corvo.
Por fim, uma bota preta de cano alto entra em meu pé, cobrindo o esmalte vermelho vinho em minhas unhas.
Então, ouço uma voz masculina perto de meu pescoço.
— Porra Madelyn, eu colocava minhas mãos por baixo de seu casaco agora mesmo se não estivéssemos em uma situação tão crítica. — Os pelos em minha nuca se arrepiam com o timbre pesado de sua voz, e não contenho um sorriso.
Então olho para trás, vislumbrando-o.
Ele veste preto como quem escolhe um idioma: sem tradução.
A camisa escura, de tecido leve e caimento solto, fica aberta o suficiente para revelar o peito marcado por tatuagens — linhas e símbolos que parecem histórias sussurradas, não explicadas.
Mangas longas acompanham seus braços sem rigidez, deixando a silhueta relaxada, quase indiferente ao próprio impacto.
A calça preta é reta, firme, daquele tipo que não pede atenção mas segura toda a postura.
Ajustada no ponto certo, cria uma continuidade limpa com o resto do look, sem ruído visual. O cinto aparece discreto, funcional, como um detalhe que existe porque precisa existir — nada de excessos.
Nos pés, botas pretas pesadas, sólidas, com sola grossa. Elas dão peso à imagem, ancoram o corpo no chão, passam a sensação de alguém que pisa sabendo onde está.
Não são botas delicadas; são botas de quem atravessa a noite sem pedir licença.
Os acessórios entram como subtexto: colares prateados sobre a pele, frios e brilhantes contra o preto fosco da roupa; tatuagens que funcionam quase como extensão do vestuário.
Tudo conversa entre si. Nada grita.
O conjunto inteiro passa uma vibe meio sombria, meio elegante, daquele tipo que não tenta impressionar — e justamente por isso impressiona.
Ele parece confortável na própria estética, como quem sabe que o preto não é ausência de cor, é escolha.
Dou uma olhada por sua roupa, sinto seu olhar no cimo de minha cabeça enquanto vislumbro a beleza e harmonia das peças.
— Vamos, a noite é uma criança, e a menos que sua arma não esteja carregada, vai ter uma mistura de tons de vermelho. — É a ultima coisa que ouço antes de sentir dedos em volta de meu pulso, me puxando para o escuro da noite.