"- Porra, eu não deveria querer tirar sua roupa agora mesmo, devia? - ele sussurra
- Meu medo te excita, Willy?
- Oh querida, não imagina quanto."
𝒰m amor proibido, entre duas pessoas proibidas.
ℳadelyn Audore, uma assassina famosa, em toda a Amé...
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"With or without you, A paradise without you is hell
With or without you, The hell that embraces you is heaven."
─── Bad Desire ( With or Without you ), ENHYPEN
William Mori
─ Madeline? ─ Chamo, minhas mãos afastando a gravata de sua nuca.
Assim que sinto ela levantar a cabeça, minha mão agarra em seu queixo, os dedos roçando na textura macia sobre meus dedos.
Eu a beijo, e então murmuro, os nossos olhos escuros se encontrando.
─ Eu te amo, o paraíso sem você é a porra de um inferno. Vou transformar sua dor em uma obra-prima, cada grito será uma nota, cada lágrima uma pincelada, até que o mundo se lembre de você apenas como um aviso do que acontece quando alguém ousa se aproximar.
O seu olhar brilha levemente ao me ouvir, o vento levanta ligeiramente fazendo poucos fios do cabelo dela esvoaçar.
─ Você me deixa maluco. ─ Falo, antes de a beijar intensamente, minha mão indo para suas costas na altura da cintura, a outra indo para a sua nuca, massageando.
─ Sempre foi meu objetivo ─ Ela rebate sem afastar os seus lábios dos meus, e de alguma forma, aquela frase apenas faz eu a querer ainda mais.
Não consigo evitar um sorriso entre o beijo, ela geme levemente quando a mão que estava em suas costas aperta a sua cintura.
Ela prende o lábio inferior entre os dentes, como se tentasse conter algo - um suspiro, uma confissão, ou talvez um grito. Eu a encaro como se fosse a única verdade que me resta no mundo.
- Você não entende... - ela sussurra, a voz falhando. - Eu nunca quis isso. Nunca quis ser consumida.
Minha risada é baixa, amarga. Deslizo os dedos pelo seu rosto, sentindo o calor da pele em contraste com a frieza da noite.
- Mas já é tarde demais, Madeline. - respondo, meu olhar queimando o dela. - Eu te fiz minha maldição favorita. Você é a ferida que eu nunca vou deixar cicatrizar.
Ela fecha os olhos por um instante, e nesse gesto vejo rendição e revolta misturadas. Quando os abre, são como duas tempestades presas em vidros escuros.
- Então... - sua voz treme, mas o queixo erguido desafia. - Que seja. Se eu for cair, vou cair com você.
E nesse momento, eu a beijo outra vez, com a fúria de quem sabe que não há retorno. Cada toque é uma promessa quebrada, cada suspiro uma sentença. Nós não somos um casal, somos um desmoronar em chamas.
Ela não resiste ao beijo, não luta contra a queda. Seus dedos se cravam em minha camisa, puxando-me para mais perto, como se a proximidade fosse ao mesmo tempo tortura e alívio.
Eu a sinto se perder, mas não é apenas ela — eu também estou afundando. Somos dois condenados, acorrentados um ao outro, implorando por um último sopro de ar enquanto nos arrastamos cada vez mais fundo no abismo.
— Você é louco… — ela murmura contra minha boca, a respiração curta. — E mesmo assim, não consigo desejar a cura.
Sorrio, e o som é tão sombrio quanto a própria noite que nos envolve.
— Eu não quero ser cura, Madeline. — deslizo os lábios até sua orelha, mordendo de leve antes de sussurrar. — Quero ser a doença que ninguém ousa nomear.
O vento nos envolve, como cúmplice silencioso. Há algo de sagrado e profano em tê-la assim, quebrada e inteira ao mesmo tempo, entregue não por escolha, mas porque o destino nunca nos deu outra opção.
E, por um instante, percebo: não somos apenas amantes. Somos uma lenda prestes a nascer, uma tragédia destinada a ser lembrada nos ecos da eternidade.