capítulo 21

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Madelyn Audore

Dou uma volta, testando a reação do vestido ao vento, antes de perguntar.

- Como estou?

William sorri, se levanta e sussurra.

- Se beleza fosse pecado, você já estaria com passagem só de ida para o interno... E eu ia junto, só para te ver queimando de vontade.

Aquelas palavras deram a volta em meu estômago, William sabia ser poeta quando queria.

Mas mesmo assim, deixo escapar um comentário sarcástico.

- Já pensou em virar poeta?

- Já, mas todos os meus poemas se resumiriam a você.

O desgraçado tinha resposta para tudo, e pior, respostas boas, nunca iria poder discutir com ele sem acabar gemendo.

Então, não respondo mais, mas iria continuar depois, não podia me deixar vencida.

Suspiro, e sinto William passar a mão em minha cintura, me guiando até ao carro.

Chegando na festa, recebemos todos os olhares em nós, mulheres, homens e empregados dando um olhar em William, ao mesmo tempo que a sala se silencia, apenas sendo audível alguns murmúrios

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Chegando na festa, recebemos todos os olhares em nós, mulheres, homens e empregados dando um olhar em William, ao mesmo tempo que a sala se silencia, apenas sendo audível alguns murmúrios.

A sala fica em um silêncio desconfortável até William se sentar com dois homens e uma mulher lindíssima em uma mesa.

Os olhos da mulher me examinam de cima a baixo, como se estivesse procurando algo, algum defeito.

A conversa de William e os dois homens era entediante, um negócio aqui, um ali, nada demais.

Sinto a mão de William se esgueirar por baixo da mesa, acariciando minha coxa levemente.

Olho para a cara de William, que continua serena, os seus olhos se virando para mim de vez em quando, e decido ir buscar uma bebida, apenas para ter algo que fazer.

Me levanto, tentando não levantar olhares da mesa, e saio, indo em direção á mesa.

Estou enchendo um copo quando sinto uma presença atrás de mim, mas sabia que não era William, a presença era bem mais fraca.

Me viro, encontrando um homem, vestido com um fato preto e barba bem feita, junto com um perfume barato e um cabelo encharcado de gel.

- Precisa de algo?

- Sim, você.

A confissão do homem me dá um arrepio, mas não é como quando William o faz, era algo como... nojo, ou até medo.

- Então lamento imenso, mas não consigo ajuda-lo com isso.

Me viro, até sentir a mão grande desse homem apertando meu pulso.

Respiro fundo, e antes de tomar alguma medida de violência que possa levar os olhares para mim, apenas lhe digo.

- sou comprometida.

- É? E com quem?

Vou a responder, até ouvir uma voz por trás de mim, junto com um odor familiar.

- Comigo. Agora saia antes que não tenha mais mão para agarrar nela.

Sabor PerigoOnde histórias criam vida. Descubra agora