2° Capítulo. - Namoro e amizade falsas.

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[...]

O céu está maravilhoso, cheio de estrelas. É uma das coisas que eu mais amo neste mundo, estrelas. Elas são tão lindas, quando eu era menor, acreditava que as pessoas que morreram virassem estrelas. Mas eu não sei, tenho duvidas. Existe vida após a morte? Acho que todos se perguntam isso ao menos uma vez. Não é mesmo? Eu tenho várias perguntas sem respostas por exemplo... Porque pessoas se matam? É, eu realmente queria saber, queria ter uma resposta. Mas não tenho, mas também não me importo com esse tipo de pessoas. São nojentas e covardes. Mas enfim, está tarde. Tenho que voltar e ver a cara daqueles estúpidos.

Levanto-me do balanço e começo a andar, a rua estava tão silenciosa, como se todos estivessem mortos, ou fosse um set de filmagens de algum filme de terror, mas aqui, sempre foi assim, pelo menos a noite, de dia, as ruas estão sempre em movimento, o que me faz ter ódio. Odeio multidões, são sufocantes. Sabe, eu realmente fico pensando em Sehun, ele é estúpido, muito mesmo mas... Eu venho me perguntando, será que ele gosta de mim? Tipo, gostar mesmo. Não do tipo, como uma amiga... Porque estou tentando me explicar para meus próprios pensamentos? Ah, que estúpida. Mas enfim, Sehun é tão estranho, eu super odeio ele, ele sempre está me perturbando. Enche o saco! As vezes tendo vontade de mata-lo, só não fiz isso ainda porque eu seria presa.
- No que tanto pensa?
- Quem é você? - Me assusto, mas ainda sim, continuo a andar.
- Sou... Bom, meu nome não importa. Mas então, eu estava te observando.
- E...?
- Te achei realmente muito bonita.
- Que pena.
- Pena? Porque?
- Porque isso significa que você precisa de um oculista urgentemente.
- Ah, não fale assim, você é linda.
- Um cara super estranho vem falar comigo, enquanto a rua está totalmente silenciosa, e não tem ninguém, devo me preocupar?
- Acho que não.
- Se tentar algo comigo, eu juro que...
- Ah, vai me dizer que tem spray de pimenta? Assim como nos filmes.
- Talvez eu tenha.
- Duvido muito.
- Tudo bem, eu não tenho. Mas sabe o que eu tenho?
- O que?
- Duas pernas. Que podem chutar suas bolas, então fique longe de mim, estou sentindo cheiro de álcool.
- Sincera. Corajosa. Linda. O que mais você é?
- Psicopata. Punk. Louca.
- Psicopata?
- Sim, adoro matar.
- Já matou pessoas?
- É tão bom. - Dou uma risada maligna, para assustá-lo e acho que consigo porque ele simplesmente para de andar, paro junto e olho para ele. - Está com medo? - Dou risada, mas não uma risada normal, uma risada que poderia assustar qualquer um. Ele nem responde, apenas sai correndo, dou de ombros e continuo andando. Que estúpido. Mas... Foi até legal dar uma de Jeff. Não é à toa que meu irmão me chama de senhora The Killer. Qual é, ser psicopata é legal, matar pessoas é legal. Estou brincado, nunca matei ninguém, mas eu poderia, e eu começaria por Sehun, ainda não sei porque estou conversando comigo mesmo em pensamentos, talvez porque eu seja muito solitária. Mas sou feliz, eu acho. Solitária mais feliz, não é? É sim. Não acredito que eu mesma me respondi. Estou precisando de amigos, aceito qualquer tipo de amigo menos Sehun.

{...}

Fecho a porta com o maior cuidado para não acordar nenhum dos pirralhos, todos estão jogados no sofá, em um sono profundo, menos Sehun. Mas é óbvio que ele está em minha cama. Subo as escadas devagar até chegar em meu quarto, a porta estava semi aberta, quando abro-a por completo vejo Sehun jogado em minha cama, sem camisa e seus cabelos todo bagunçado, o que faz ele ficar até... Fofinho. Nada além disso! Eu não irei acorda-lo, só porque sou uma boa pessoa. Vou apenas aproveitar que ele está aqui. Deito ao seu lado, Sehun estava dormindo tão profundamente que estava babando, baba de Sehun, que nojo. Me aconchego em seus braços e fecho meu olhos, por um momento pensei que eles estivesse acordado porque suas mãos estavam em minha cintura, mas lembrei-me que isso é normal, Sehun tem mania de se mexer enquanto está dormindo. Como eu sei? Ele sempre invade minha cama.

{...}

- Katherine? Está bem, amor? - Edward passou sua mão nos meus cabelos.
- Sim, eu só estou com dor de cabeça.
- Hey, meninos, façam menos barulho. Kat está com dor de cabeça.
- Foi mal, Kat. - Chen disse, sorrindo.
- Não, tudo bem.
- Está tão calma hoje. - Sehun disse, enfiando um dedo em minha bochecha, dou risada e empurro seu ombro.
- Eu estou de bom humor, o que é raro. Mas estou.
- Será mesmo? - Ele beija minha bochecha. - Woow, você está quente! Muito quente. Edward, acho que ela está doente.
- Está só com dor de cabeça? - Balanço a cabeça, negando. - Com mais o que?
- Minha garganta dói. Meu corpo todo está dolorido.
- Vem, vou te colocar na cama. - Sehun me pegou no colo, coloco minha mão na sua nuca e o seguro firme.
- Aqui. Aqui está bom.
- Quer ficar no meu colo? - Ele ri. - Tudo bem. - Ele senta-se novamente e me segura bem firme, acaricia meus cabelos, enquanto canta bem baixinho alguma música, o que me deixa com sono. - Está com sono?
- S-Sim.
- Vou pegar alguns remédios. - Disse Edward, saindo da cozinha. Levanto-me e sento em um dos bancos que tinha na cozinha, depois de minutos, Edward chega com uma caixa de remédios, ele lê os nomes de alguns até que acha o certo, enche um copo com água e me dá junto com o comprimido.
- Valeu. - Jogo o comprimido na boca e bebo um pouco de água. Odeio comprimidos. Odeio remédios.
- Daqui a pouco você vai estar melhor.
- Assim espero.
- Quer voltar para meu colo? - Sehun disse, sorrindo.
- Vai ficar tirando com a minha cara?
- Foi mal, só estou feliz. Você foi fofa.
- Eu não sou fofa.
- Bom, talvez seja. No fundo.
- Eu não sou. Edward, eu posso sair?
- Esta me pedindo permissão?
- Ah, sim. Posso?
- Depende. Onde vai?
- Ah, me encontrar com uns amigos.
- Tudo bem. Não volte tarde.
- Ta, valeu.

{...}

- E aí, Katherine. - Disse Alan. Dou um sorriso. Tento beijá-lo mas ele desvia.
- Está tudo bem?
- Sim. Está.
- Não parece.
- Alan, fale logo.
- Anna! Tudo bem?
- Não interessa.
- Ah... Ok. Mas fale o que?
- Vou tentar ser direto, nosso namoro nunca foi real.
- E nem nossa amizade. - Anna disse.
- Aaah! Vocês quase que me pegaram.
- Não estamos brincando.
- Aaaah! Vamos parar né. Vamos tomar um sorvete?
- Katherine! É sério.
- Alan... O que isso quer dizer?
- Era uma aposta. Uns amigos meu, duvidaram que eu ficasse com você.
- E duvidaram que eu conseguiria ser sua amiga.
- Nossa! Vocês são bons mas não...
- Para de ser burra, garota! - Alan gritou. - Quem ia querer namorar com você? Você é estranha, feia e ignorante!
- Ele tem razão, você é um poço de ignorância, Katherine. Quem iria querer ser amiga de uma pessoa assim?
- Vocês... Vocês mentiram?
- Desculpe. - Alan disse.
- Desculpe? Isso é tudo que você tem a falar?
- Não fomos reais, agora, vamos Alan.
- Sinceramente as pessoas estão perdendo a noção e dizendo "eu te amo" para tudo e todos. Eu odeio vocês. - Saiu correndo. Eu pensei... Pensei que eles eram reais. Eles eram meus únicos amigos. Droga, estou chorando. Droga. Droga. Droga.

{...}

• Espero que tenham gostado.

• Algumas frases dessa fic pertence a outra escritora, recomendo a fic dela (Amor não correspondido) e as belas frases dela ♡ Que algumas estarão na fic. (Frases depressivas)

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