Dylan Legrand
Los Angeles, Califórnia. 16/08/2017
Tiro meu capacete, me olhando uma última vez no espelho da moto. Pego minhas chaves e guardo no bolso da calça, saindo de perto dos babacas da minha sala.
Já é a terceira vez que digo para pararem de trazer as putinhas deles por aqui, mas essa merda já virou ponto turístico para transar. Nós fizemos desse estacionamento um lugar que era apenas para o pessoal do segundo e do terceiro ano relaxar, mas aparentemente virou um cabaré. Tudo isso graças ao nojento do Jason e do grupinho de baba ovo dele.
Tenho que dar um jeito nisso, mas nesse momento um problema maior me espera.
Arianna.
Adentro a escola e confiro mais uma vez o meu celular, vendo se não há mais nenhuma mensagem dela.
Arianna me disse para esperar na sala reservada para os funcionários assim que eu chegasse aqui.
Por que eu estou fazendo isso? Simples, aquela piranha conseguiu o que queria. Estou me entregando de bandeja.
Se eu visse a Alexa machucada novamente por minha causa, acho que perderia completamente a cabeça.
Aperto a maçaneta, encarando fixamente a porta.
O que eu deveria fazer? Arianna tem mais poder que eu quando o quesito é ser a favoritinha do papai. Eu sempre fico impressionado como ela sempre consegue o que quer. Claro, o pai dela é um idiota.
Talvez eu seja ainda mais idiota por estar fazendo isso.
Abro a porta, dando de cara com a Arianna. Ela está com os braços sobre a prateleira em cada lado da parede, alguns botões do seu uniforme desabotoados, deixando os peitos dela quase pulando para fora.
— Era realmente necessário ser aqui? — Suspiro, desviando o olhar. — O lugar é pequeno, se eu entrar aqui ficaremos praticamente colados um no outro
— E por que você acha que eu escolhi esse lugar? — ela diz, soltando uma risada baixa. — Não seja tímido, baby, só vem!
Sinto minha gravata ser puxada e, não, a Arianna não tem força para me fazer sair do lugar, mas eu teria que entrar de qualquer forma. Fecho a porta atrás de mim e o meu corpo se encosta no dela.
Inclino a cabeça para trás, reprimindo o desconforto que estou sentindo agora.
— Poxa, eu vou ficar triste se você não olhar para mim… — Arianna começa e fazer movimentos circulares com o dedo no meu peito e eu travo o maxilar. — Amo seus olhos em mim
— Vou ter que arrancá-los então.
— Por que você tem que ser tão difícil?! — ela bate os pés, empurrando meu braço.
— Eu não sou. Na verdade, eu sou bem fácil. O problema aqui é você.
— Porra. Você tem sorte que eu amo você.
— Considero isso um azar.
Arianna fica em silêncio por alguns segundos antes de suspirar.
— Não adianta você ficar lutando contra o nosso amor, Dylanzinho! Estamos destinados a ficar juntos desde criança!
— “Nosso amor” vírgula, não é, Arianna? Você passou todos esses anos alimentando a sua cabecinha de mentiras?
— Não é mentira!
— E que porra é então?
— Olha pra mim, Dylan — ela pede, não, praticamente implora, com uma voz de choro.
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A arte dos seus olhos
RomanceAlexa Morgan finalmente tem a chance de experimentar o ensino médio depois de anos estudando em casa. Sua vida parece tomar um rumo emocionante quando ela chama a atenção de Dylan Legrand, um misterioso garoto recém-chegado de Paris. No entanto, o d...
