Alerta de gatilho!!!
Esse capítulo tem alguns tópicos sensíveis que podem afetar alguns leitores. Se você se sentir mal lendo, não continue. Sua saúde mental é mais importante!
Dito isso, bom capítulo! 💗
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Alexa Morgan
Los Angeles, Califórnia. 16/08/2017
— Vai pra casa.
A figura do Dylan some depois dessa pequena frase. Minha mão não sente mais o único calor que estava me confortando de alguma forma.
Pensei que pudesse contar o que aconteceu, desabafar… Por um momento eu pensei que pudesse confiar nele.
A culpa foi minha, eu sei. Mas é tão mais fácil contar as coisas para alguém que não sabe da minha vida inteira. Alguém que não iria se preocupar tanto comigo, apenas me escutar, me confortar…
Eu esperei isso dele.
Então, sim, a culpa foi minha.
Estou com um nó na garganta.
Só quero ir para casa.
Arrumei a bolsa em minhas costas e comecei a andar pelo caminho que acredito ser o da minha casa. Meus olhos estão embaçados demais para que eu consiga identificar algo além do chão.
Se não foi o Dylan que mandou aquelas flores e aquele bilhete, só pode ter sido a Arianna.
Eu estou com medo.
Essa dúvida está me deixando maluca. Se ao menos pudesse saber quando meu pai será solto, essa bolha de ansiedade iria sumir.
Não sei o que fazer.
Falar com a mamãe ia causar um pânico desnecessário, ainda mais se for realmente a Arianna quem mandou a cesta. E pior, ela poderia saber que estou sofrendo bullying de novo…
Tudo estava indo tão bem…
— Ei, garota, você enlouqueceu?!
Olho para o lado, um carro parando a poucos centímetros de mim. Arregalo os olhos, me afastando.
— Me… me desculpa! — digo, sentindo minhas pernas bambas.
Coloco as mãos na frente da boca, sentindo o desespero me tomar novamente. As lágrimas descem e não param. Por que é tão difícil de respirar?
— Me desculpa! Desculpa…! — peço, entre soluços.
Minhas pernas falham e eu caio no chão, apoiando as mãos no asfalto. Tudo está tão embaçado, só consigo ver um borrão do homem saindo de dentro do carro e vindo até mim.
Por que eu não consigo parar de chorar? Eu quero parar, por favor…
Desculpa.
“Sua garotinha mimada!”
Me desculpa…
“Eu vou arrancar cada membro do seu corpo, sua pirralha desgraçada!”
Não…
— Me diz o número da sua mãe, eu vou ligar pra…
— Não… não… sai de perto de mim! Sai!
Apoio minhas mãos no chão, me levantando. O homem se aproxima, ele tenta segurar o meu braço e eu bato em sua mão.
Está coçando… meus braços…
Me afasto, vendo a expressão assustada do homem. Eu dou as costas, andando mais rápido, sentindo minhas unhas penetrarem nos meus braços.
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A arte dos seus olhos
RomanceAlexa Morgan finalmente tem a chance de experimentar o ensino médio depois de anos estudando em casa. Sua vida parece tomar um rumo emocionante quando ela chama a atenção de Dylan Legrand, um misterioso garoto recém-chegado de Paris. No entanto, o d...
