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— Você é estranhamente saudável, isso pode ser um pouco problemático — Suguru parecia um pouco surpreso ao levantar naquela manhã e encontrar uma mesa de café da manhã completa — Eu nem tinha tudo isso de comida na geladeira.

Naquela noite, tinham chegado em casa completamente exaustos do trabalho voluntário, então apenas tomaram um banho rápido e trocaram beijos lentos e preguiçosos antes de caírem no sono, sem tempo nem mesmo para cogitar uma transa ou coisa parecida.

E quando Suguru acordou, o outro lado de sua cama estava vazia e um barulho infernal vinha de sua cozinha.

— Eu sei, aproveitei que ia fazer minha caminhada matinal e comprei algumas coisas, você come muito mal — o loiro não parecia estar nem um pouco incomodado enquanto comia ovos mexidos e uma torrada — Se quiser comer alguma outra coisa eu posso fazer pra você.

— Eu só... Tô feliz com uma xícara de café e um pedaço de pão, então isso aqui tá ótimo — se surpreendeu com um copo de suco sendo colocado a sua frente imediatamente — Que isso?

— Suco natural, toma e depois come isso — um pote de frutas foi colocado na sua frente e outro com iogurte, provavelmente natural — Você precisa comer alguma coisa interessante se vai passar o dia na faculdade, anda.

— O que faz você pensar que eu não vou tomar café?

— Nada, mas enquanto você come eu faço seu café, então por favor, coma — Satoru empurrou novamente as comidas para ele, e o moreno apenas concordou.

Para sua surpresa, quando terminou de comer, toda a cozinha estava limpa e uma xícara de café estava gentilmente o esperando.

— Sabe, você não precisa fazer nada disso por mim — tentou de alguma forma evitar toda aquela organização e estilo de vida saudável, que chegava até a lhe assustar.

— Dormi na sua casa, estou retribuindo sua incrível hospitalidade — sentiu um pequeno selar ser depositado em seus lábios — Agora termina aí, vou tomar um banho e vamos pra faculdade.

— Pode pegar minhas roupas emprestadas, não ligo — Tentou beijar o loiro novamente, mas ele tinha sido mais rápido e se afastou para ir em direção ao quarto do outro.

Como assim Satoru Gojo fazia caminhadas matinais? Quer dizer, ele certamente fazia algum tipo de exercício físico, mas como conseguia fazer tão cedo? E ele não morava fora da cidade? Que horas aquela criatura acordava para ter tanta energia assim?

Aquele garoto era um tipo de psicopata obcecado por manter o corpo?

Fez um mapa mental de todas as coisas que precisava proibir e trancar em sua casa para a próxima vez que aquele loiro maluco viesse dormir lá, começando pela porta do armário de comida para que ele não fosse obrigado a comer coisas saudáveis no café da manhã.

Quer dizer... Claro que não! Por que ele dormiria na sua casa de novo? E por que diabos ele saía mexendo em tudo como se tivesse algum direito? Eles nem eram nada, e claro que aquela noite foi apenas um favor devido ao grande esforço que fizeram no dia anterior no lar de crianças e um agradecimento por ele ter cuidado de Suguru enquanto ele estava doente.

— Você não deveria estar se arrumando? Que eu saiba as aulas do primeiro horário começam daqui a pouco — Satoru saiu do seu quarto com os cabelos molhados e sem camisa, e Suguru imediatamente se desconcentrou.

Não era o tipo de tarado que ficava babando quando via homens sem camisa, nem mesmo era um grande entusiasta de corpos sarados ou coisa do tipo. Mas acontece que mesmo com a evolução da relação esquisita que ele estava criando com o Gojo, ele nunca tinha o visto sem camisa (ou pelo menos não lembrava muito bem).

Deu pra passar? || SatosuguHistórias para pegar e não largar. Descubra agora