— Pode liberar Suguru Geto por cinco minutinhos? — sua professora de história da arte estava corrigindo as provas em sua mesa quando o instrutor do projeto científico apareceu na porta, pedindo por ele.
— Pode ir, Geto. Volte antes do fim da aula, quero falar com você — a professora lhe deu um sorriso gentil e ele concordou, seguindo para fora da sala com pressa.
Estava esperando para encontrar seu professor a pelo menos uma semana, ansioso pelas recomendações finais que receberia para finalizar seu projeto de mestrado e enfim conseguir se candidatar a tão sonhada bolsa para estudar arqueologia. E então começaria seu novo projeto, o qual pretendia estender até o doutorado, para que sua pesquisa lhe abrisse portas para ser um pesquisador respeitado.
Os próximos dez anos de sua vida seriam completamente abarrotados de estudo, estudo científico e incansável, mas agora preocupar em terminar sua faculdade, e pra isso precisava passar pelas provas finais e ter boas notas para que sua candidatura fosse bem avaliada.
— Eu recebi seus últimos relatórios do projeto, e devo dizer que sua melhora foi surpreendente. Para um aluno que acabou de defender sua monografia, você teve uma melhora rápida e expressiva nas atividades científicas — o professor lhe entregou os relatórios sem nenhuma correção sequer, pela primeira vez desde que tinham começado aquela pesquisa.
— Agora temos um assistente de pesquisa, e ele fica com esse tipo de relatório — confessou.
Tinha dito a Satoru que ele não receberia créditos por sua ajuda naquele projeto, mas se fosse para ser sincero, precisava dar mais que crédito a ele, porque ele tinha mudado sua pesquisa completamente.
— Geto, sabe que não posso recomendar seu projeto de mestrado se não melhorar sua escrita acadêmica. É muito bom em todas as outras coisas, mas sabe que seu projeto precisa ser excepcional, e eu não estou falando só da proposta. Se quer tanto o título de Mestre, mostre a eles que está preparado para ser um bom mestre — o professor chamou sua atenção, e o moreno suspirou, concordando — E o resto? Está tudo pronto?
— Eu e Iori fizemos absolutamente tudo. A demonstração está pronta e a revista científica está completa e a revisão está quase completa, e a pesquisa está toda na nossa cabeça — estava tudo pronto, perfeito e intocado — Iremos nos apresentar depois das provas finais, mas até lá teremos tudo pronto com pelo menos um mês de antecedência.
— Então tudo não seria um problema se eu pedisse que refaça todos os seus relatórios antigos seguindo o modelo destes, não é? — sabia que seu professor não estava querendo ofendê-lo, mas aquilo não era um pedido — Digo... Eu quero dar a nota máxima a sua pesquisa, mas você entende que eu não posso fazer isso se não estiver realmente impecável, não é?
Ele tinha ralado muito para chegar até ali, dedicou quatro anos inteiros da sua vida a um estudo incessável sobre artes, química e história. Seu primeiro projeto científico, quando estava no primeiro período, foi sobre educação e interpretação da forma como a história da arte era ensinada numa sala de aula, um extenso estudo científico sobre didáticas para a melhor compreensão de crianças e adolescentes ao ensino sobe a história da sociedade, tinha levado seu primeiro ano de faculdade por completo. O segundo foi um desvio de interesses, ficou seis meses em laboratórios acompanhando o desenvolvimento de um composto químico para evitar a decomposição de tecidos ao longo dos anos, o qual tinha sido um tremendo fracasso, mas foi uma grande inspiração para o seu projeto final. Seu terceiro projeto levou um ano e meio e foi o que lhe deu a oportunidade de dar aulas a alunos de períodos inferiores, e também tinha sido o tema de sua monografia, a qual tinha se adiantado dois períodos para que não interferisse no seu último projeto de mestrado. Definitivamente tinha dedicado toda sua vida acadêmica para chegar aquele momento.
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Deu pra passar? || Satosugu
Fan-Fiction"Ninguém liga pra antropologia" Essa foi a principal alegação de Satoru Gojo por dois meses de aula, até ele descobrir que muita gente liga pra Antropologia, e que a matéria de fato iria reprová-lo. E bom... Faculdade não parecia ser uma coisa tão s...
