Suguru Geto estava casado com Satoru Gojo.
Ou pelo menos era a única coisa que passava em sua cabeça enquanto ele descia o elevador de seu prédio, sabendo que lá embaixo tinha um loiro muito bonito lhe esperando no carro conversível do ano com provavelmente um capuccino muito melhor do que ele poderia sonhar em comprar porque era caro demais para uma simples bebida.
Não que isso fosse uma reclamação, ter carona para a faculdade e almoço todos os dias era ótimo, mas ás vezes realmente se questionado por que diabos estava vivendo desse jeito ao longo das semanas que passavam juntos se... Se ainda não tinham transado.
E não era como se não quisessem! Ele não era cego e via todas as vezes que seu... Que Satoru Gojo saía de seu apartamento com ereções que particularmente pareciam bastante doloridas, e ele... Bom, Suguru estava se virando do jeito que conseguia, visto que nunca tinha tempo para fazer absolutamente nada se tratando de sua vida pessoal.
Tinha se acostumado a viver em função de sua vida universitária, e agora que precisava de um tempo hábil com uma pessoa que tinha... Apego emocional, simplesmente não conseguia. Estava fadado a viver uma vida de frustração sexual e enorme sucesso na vida profissional.
— Você não deveria ficar acordado até tarde, sei que está empenhado em finalizar sua pesquisa para apresentar ao corpo docente, mas não pode exigir tanto de si mesmo quando nem consegue se alimentar direito — ele beijou rapidamente o moreno e lhe fez um carinho gentil — Você não está sozinho, mas se continuar tomando todas as dores para si, eu vou ter que interferir e levar você no médico.
— Odeio médicos, e acho muito fácil para você dizer que preciso pegar leve quando você já terminou sua parte da pesquisa, e claro que já terminou, porque é Satoru Gojo, e uma pesquisa acadêmica inovadora não é um problema porque você é a droga de um gênio — revirou os olhos.
Na semana passada, estava sentado na sala de sua casa, completamente agoniado para terminar o último relatório de sua pesquisa enquanto Satoru tinha lido e revisado todos os outros relatórios, e revisado toda a legislação a respeito de direitos autorais e posse de obras de artes. Ele até mesmo tinha feito um parecer jurídico sobre toda aquela pesquisa.
Aquele idiota estava no terceiro ou quarto período de Direito, como ele sabia fazer coisas assim? Ele nem mesmo tinha feito um estágio!
— Foi só uma parte rápida da pesquisa, eu nunca conseguiria fazer uma pesquisa do zero com tantos termos químicos e científicos, é só... Leitura é a parte fácil, o gênio é você — Satoru estacionou próximo ao bloco de humanas, animado — Hoje é dia de antropologia, quer me dizer qual vai ser o assunto da aula para que eu consiga ler tudo e te acompanhar?
— Você pode ler o vade mecum de trás pra frente, mas nunca vai conseguir me acompanhar em antropologia, porque se trata de uma matéria de seres pensantes, e você não consegue raciocinar direito — embora estivesse furioso com o fato dele conseguir terminar sua parte da pesquisa mais rápido, ainda tinha algo para se vangloriar.
— Não consigo pensar direito porque só quero olhar para você — Satoru resmungou antes de segurar Suguru e beijá-lo.
Eram esses beijos no carro pela manhã que o desconcentravam pelo resto do dia, ás vezes da semana, e ele estava demorando mais tempo que o esperado para terminar aquela maldita pesquisa porque só conseguia pensar em transar com Satoru Gojo.
— Hoje teremos aula de introdução a antropologia, alunos do primeiro período solicitaram uma matéria experimental para se adaptarem a matéria e eu concordei — explicou quando finalmente conseguiu se separar, completamente envolvido naquele clima — E bom... A única coisa que você precisa fazer agora é estudar para prova, leia toda a matéria, me entregue os malditos trabalhos que me deve e tire uma nota boa, aí posso começar a pensar em você como meu calouro.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Deu pra passar? || Satosugu
Fanfiction"Ninguém liga pra antropologia" Essa foi a principal alegação de Satoru Gojo por dois meses de aula, até ele descobrir que muita gente liga pra Antropologia, e que a matéria de fato iria reprová-lo. E bom... Faculdade não parecia ser uma coisa tão s...
