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— Mais rápido! — choramingou, arranhando as costas brancas do namorado por conta dos movimentos lentos e tortuosos que o mesmo fazia, numa tentativa assertiva de torturá-lo.

— Engraçado, ontem a noite você implorou pra ir mais devagar — sentiu uma mordida sutil em seu pescoço e resmungou, ouvindo a risadinha rouca de Satoru — Por que tá pedindo o que você não aguenta?

Geralmente, os grandes dias da vida de um ser humano começam comuns, simples e tranquilos, ou então, se forem realmente grandes, começam com algo extremamente chocante.

Mas Suguru acordou às quatro da manhã, e acordou seu namorado também, porque naquele dia, muitas coisas iriam acontecer, então ele precisava de uma maratona de sexo pra se acalmar.

— Eu tô achando que quem não aguenta é você — empurrou o peitoral do namorado com cuidado até conseguir ficar por cima dele.

Ele sentiu o membro do outro entrar sem grande resistência depois de se forçar um pouco contra ele, e sentiu o loiro agarrar suas coxas e trazê-lo para perto enquanto ele inclinava a cabeça para trás, lidando com a invasão repentina e a sensação que correu por todo seu corpo, que se intensificou quando seus mamilos foram alcançados e lambidos por seu namorado. Agarrou os cabelos claros de Satoru enquanto subia e descia lentamente, sentindo as mãos firmes o auxiliando enquanto apertavam sua bunda com força.

Satoru segurou seu rosto com uma das mãos, forçando Suguru a se concentrar em seus lábios enquanto se movia em seu colo, choramingando ao ter sua boca mordida de leve como forma de provocação, e em resposta a tudo aquilo, ele arranhava seu ombro com um pouco de força, deixando as marcas de unha avermelhadas ainda mais fortes.

— Satoru... — chamou baixinho quando sentiu a mão dele tocando seu falo sensível, e movendo a mão devagar e com cuidado, fazendo o moreno se contorcer em seu colo.

— Não que eu esteja reclamando meu amor, mas você não pode usar sexo como desculpa para fugir das suas obrigações — ele mordeu o lóbulo da sua orelha e lambeu o pescoço enquanto sua mão se movia um pouco mais rápido — Relaxa e deixa que eu cuido de você.

A sensação de estar dentro de Suguru era algo que ele nunca tinha imaginado, o calor que emanava pelo seu corpo o lembrava de como todas as vezes que faziam aquilo lhe traziam sensações completamente ímpares, provavelmente causadas por ele ser seu primeiro, mas algo o fazia pensar que ninguém conseguiria fazer ele sentir o que Suguru fazia enquanto estavam transando.

Ele o beijou rapidamente, apenas para que Suguru ficasse quieto enquanto ele passava um dos braços por sua cintura, o segurando de forma firme para que conseguisse acertá-lo de maneira bruta, fazendo seu namorado quase gritar pela surpresa e tentar se agarrar nele para aguentar a pressão que estava sendo o quadril do outro contra o seu e morder os próprios lábios para não fazer muito barulho.

— Suguru... — chamou, imerso naquela sensação de sentir o calor do namorado ao seu redor, buscando de forma desesperada pelo prazer.

Ambos estavam vermelhos, suados e arranhados pelas horas seguidas fazendo aquilo, mas não conseguiam parar de procurar e compartilhar seus corpos para sentir cada vez mais fundo aquela sensação, os beijos apaixonados, a vontade de estarem tão dentro um do outro que eram tão absurda que eles só se sentiriam satisfeitos quando se tornassem um só.

Satoru apoiou seus joelhos na cama, empurrando seu namorado para deitar novamente, agarrando as coxas já vermelhas e com as marcas de seus dedos para incentivar que o outro abrisse mais as pernas, e o penetrou novamente, indo o mais fundo possível naquela posição enquanto sentia o outro se agarrar novamente a seu corpo, tornando a arranhar suas costas e beijá-lo com afinco.

Deu pra passar? || SatosuguHistórias para pegar e não largar. Descubra agora