A neve caía devagar e constante, ficando cada vez mais densa à medida que a noite vinha chegando, fazendo o moreno suspirar enquanto olhava para a rua pela janela de seu quarto — que, diferente do lado de fora, estava aconchegante e com piso aquecido.
Tinha que dar alguma razão a seu companheiro, embora tivesse discutido bastante enquanto estavam montando o projeto daquela casa, ele tinha acertado em cada uma das exigências que fez para que aquele lar se tornasse perfeito e aconchegante para os dois. Na verdade, tinha que dar razão a seu companheiro em muitas coisas, mas se Satoru soubesse disso, iria sair se exibindo, e ele não o daria esse gostinho.
Mas ele tinha acertado em planejar o natal de pijamas na casa nova, porque ele estava sem humor para se arrumar e sair naquele frio.
E seu marido tinha acabado de chegar em casa, era isso que ele estava esperando em frente às janelas.
— Você acha que seus pais vão me amar menos a partir de agora? — foi a primeira coisa que Suguru quando desceu as escadas, e isso lhe arrancou um riso alto — É sério! Primeiro casamos sem avisá-los e agora não vamos passar o natal com eles.
— Você pode se divorciar de mim e ainda vai ser o filho favorito deles, e eu falo isso com autoridade, porque eles são meus pais — muito embora sua mãe considerasse mais o genro como filho do que aquele que tinha seu sangue — Você sempre pode dizer pra minha mãe que eu não dei tempo suficiente para você ligar, e que está vivendo um relacionamento tóxico comigo.
— Eu odeio quando você fala isso, sabia? — Suguru sentiu o marido o agarrar, o abraçando com força e beijando seu pescoço, aproveitando o carinho para ficar aconchegado ali, sentindo o calor corporal do outro — Lá fora estava tão frio, eu pensei que fosse congelar.
— Isso que dá inventar de ir ao trabalho às vésperas de natal — respondeu aproveitando o carinho do abraço.
— Isso não foi culpa minha, e sim daquelas criaturinhas horríveis que você ajudou a criar — ele ergueu o rosto levemente, apenas para encarar o companheiro — Megumi, Yuji e Nobara pediram ajuda para montar a árvore de natal, você queria que eu dissesse não?
— Eu... Também não diria não, mas não fui eu quem tornou eles monstrinhos, foi você — Suguru beliscou seu braço, o fazendo choramingar — Está ansioso? Utahime disse que já estava saindo do aeroporto.
— Shoko falou que estava saindo de casa também, vão chegar ao mesmo tempo, e o Nanami... Ele viu a mensagem e não respondeu — os dois acabaram por rir da mania do amigo — Vamos contar pra eles? Por favor, vamos contar, eu não aguento mais não contar isso pra ninguém, preciso falar sobre isso com alguém!
— Mas você fala sobre isso comigo todo dia, lembra? A dois anos — sem contar os outros cinco anos que passaram conversando sobre possibilidades.
— Eu sei disso, e você está certo, você é o meu melhor amigo no mundo inteiro — e aquilo não era mentira, os dois sabiam disso — Mas isso é muito legal!
— Você nem esconde que teria ficado triste se eu não tivesse mudado de opinião, não é? — Satoru abriu a boca para responder imediatamente, mas Suguru o beijou rapidamente, o obrigando a parar de falar — Vai se trocar, preparei um banho quente pra você.
— Meu Deus, eu te amo tanto — ele beijou repetidas vezes o rosto do companheiro, e se ajoelhou no meio da sala — Quer casar comigo?
— Tem um documento na gaveta do escritório que diz que somos casados há pelo menos dez anos — Suguru respondeu, e ao contrário do que pensou, seu marido apenas riu e concordou feliz, levantando para abraçá-lo mais uma vez — Meu Deus como você é grudento!
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Deu pra passar? || Satosugu
Fanfiction"Ninguém liga pra antropologia" Essa foi a principal alegação de Satoru Gojo por dois meses de aula, até ele descobrir que muita gente liga pra Antropologia, e que a matéria de fato iria reprová-lo. E bom... Faculdade não parecia ser uma coisa tão s...
