Willou Clifford
Sentei na frente do cara grandão que estava amarrado na cadeira, ele estava desacordado ainda, acenei com a cabeça para Maitê e ela jogou um balde com água na cara dele. Ele acordou assustado, os cortes em seu rosto devem ter ardido quando a água bateu em seu rosto.
Ele me olha e força as amarras, Maitê sorri atrás de mim enquanto olha as unhas, ele olhou em volta e praguejou vendo sua parceira do seu lado, Carol estava sentada na mesa atrás de mim, ela olhava ele como se fosse voltar a bater nele novamente.
- Olha parece que você não é tão fraca quanto eu pensava. -ele diz para Carol, ela nem pisca-
- Você não viu nem metade. -disse e ele me olhou-
- Willou Spinelli Clifford. Ouvi muito de você e do seu irmão. -ele sorri-
- É mesmo? O que ouviu falar tanto de nós? -perguntei e ele sorri de canto se remexendo na cadeira-
- Ouvi falar o quanto você é habilidoso e o quanto seu irmão era uma bichinha. -ele diz e eu sinto meu coração acelerar-
Sem pensar duas vezes eu dou uma cabeçada nele com força, seu nariz espirra sangue, uma memória vem em minha mente com tudo. Vejo meu irmão e eu juntos correndo atrás da Carol. Eu recupero a sanidade e lembro que é isso que ele quer, ele quer provocar para perdemos nosso tempo, talvez seja isso que ele fez com a Carol.
- Então esse é seu truque? Provocar com palavras inúteis? -perguntei-
- Mas funciona bem não é? Sua família tem bastante raiva guardada, será que Santiago vai ser igual vocês? -ele pergunta-
- Vai ser um ganhador diferente de você não é? Afinal você que está amarrado em uma cadeira. -Maitê diz com deboche na voz-
- Meu colega falou com seu chefe vadia. -a garota parece ter acordado, Maitê ri-
- Diferente de vocês que são mandados fazerem o trabalho sujo, eu estou aqui por lealdade diferentes de vocês que são meros capangas. -ela diz e a garota abre a boca para falar algo mas se cala novamente-
- O que eles querem? -perguntei depois de um tempo-
- O que é deles por direito. -ele diz cuspindo sangue-
- Direito? E que direito eles tem? -minha irmã pergunta pela primeira vez-
- Vocês vão descobrir logo. -ele diz e eu pego um vidro de spray atrás de mim e jogo no rosto dele-
Seu gemido de dor é alto, sorri e ele me olha com raiva.
Espirro novamente e ele grita de novo, o vidro tinha álcool dentro e seus cortes estavam abertos ainda, era um ótimo jeito de deixar ele com raiva.
- Me fale mais sobre isso. -disse enquanto me levantava-
- Eu não tenho o que falar, enquanto você perde seu tempo aqui sua querida vovó e seu irmãozinho estão com grandes problemas. -ele diz sorrindo-
Minha expressão muda, Carol salta da mesa e sai pela porta rapidamente, lanço um olhar para Maitê em desespero.
- Vai! -ela diz e eu saio da sala e subo as escadas rapidamente-
- Francis! Aidê! Rory! Gabe! -gritei-
Todos me olharam preocupados, Lana e Ianny me olhavam assustadas.
- Francis e Rory comigo! O resto cuide daqui! Santiago está em perigo. -disse abrindo o balcão falso e pegando uma submetralhadora e algumas pistolas-
- E a Carol? -Francis perguntou colocando suas armas no coldre da perna e da cintura-
- Ela já foi! Agora vamos! -disse e Rory saiu na frente pegando os capacetes-
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Different Worlds
Action"Assim que meus olhos se encontraram com os seus naquela noite, eu soube que eu te amava..." - Conteúdo sensível - Cenas de violência - Drogas e Bebidas - Romances de todos os gêneros | Plágio é crime! |Minha história não pode ser republicada em out...
