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Carol Clifford

Santiago está brincando com alguns ursinhos na minha frente, sorri quando ele pede para eu fazer a princesa indefesa, faço minha melhor imitação enquanto ele se acaba de rir. Ele vem até mim e beija minha bochecha, sorri e quando a porta é aberta eu puxo Santiago para a cama bruscamente. Essas últimas horas eu tenho me preocupado em nível extremo com Santiago e com tudo ao meu redor, Lana me olha sem entender e eu sorri fraco tentando disfarçar o que acabou de acontecer.

- Oi. -disse enquanto ela entrava no quarto com as sacolas de comida-

- Oi. -ela sorri fraco- Trouxe o que você pediu e para meu pequeno garoto trouxe as batatinhas em formato de sorrisinho como você pediu.

Ele sorri e corre até ela, ela coloca a comida em cima da mesinha e se sentou em uma das poltronas. Ela tirou um pacote de batatas, dois lanches e dois copos de refrigerante das sacolas. Ela deu um dos lanches para Santiago, junto com o saquinho de batatas e um copo de refrigerante, ela pega o meu lanche e vem até mim, ela senta na minha frente e abre o pacote, ela segura na minha frente e fica esperando eu morder, dou uma mordida e ela sorri.

- Hoje vamos enterrar minha avó. -disse baixinho-

- Willou me contou. Estou com você sempre não precisa se preocupar. -ela diz e segura minha mão-

- Eu e meu irmão decidimos uma coisa. -disse olhando para ela- Vamos ir embora.

Assim que disse isso ela me olhou com uma expressão estranha, ela me ignora no mesmo momento e me dá mais uma mordida do lanche. Ela não diz nem uma palavra até eu terminar de comer, ela continua me alimentando e sorrindo quando eu dou outra mordida. Assim que o lanche acaba ela me dá o refrigerante para eu tomar, depois que acabo de tomar tudo ela junta o lixo e joga fora.

- Agora você pode me contar o que aconteceu. -ela se senta na minha frente-

- Vamos embora. -disse rápido-

- Para onde? -ela pergunta, fico calada por um tempo e logo ela continua- Não pode me contar não é? Vai sumir de novo e não vai dizer para onde vai não é?

- Ei princesa se acalme, eu apenas não respondi. Não disse que vou embora, disse que vamos embora. -falei pegando a mão dela-

- O que? -ela me olha com uma expressão confusa-

- Eu, você, Willou, Santiago e meus amigos. Vamos embora. -disse e ela continuou me encarando-

- Eu e você? Juntas? -perguntou curiosa-

- Sim. Quero que vá comigo! Eu irei proteger você. -disse sorrindo-

Meus olhos se encontraram com os delas, ela iria largar tudo e ir com comigo? Penso em tudo que passamos até aqui, séria o certo? E será que ela quer isso?

- Se você não quiser tudo bem... -digo ao ver sua expressão de preocupação-

- Eu vou. -ela diz rápido-

- Tem certeza? -questiono-

- Sim, vamos. Eu sempre quis viajar, meu pai nunca deixou mesmo, mas agora eu tenho idade para tomar minhas decisões. -ela me responde sorrindo-

- Eu prometo te proteger minha garota. -digo antes de beijar sua mão-

- E eu irei te proteger... -ela diz antes de juntar nossos lábios em um beijo-

Nossos lábios pareciam feitos um para o outro, eu puxo sua cintura e ela senta no meu colo. Um gemido de dor saiu dos meus lábios e ela se separou rápido, jogo minha cabeça para trás com raiva desses malditos machucados.
Ela se deita do meu lado e eu vejo que ela está com uma blusa decotada, mordo meus lábios e deito neles.
Seu rosto cora e eu sinto seu cheiro gostoso e doce, são tão suaves e macios.

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